Ucrânia

Tiros de aviso fazem recuar observadores internacionais à entrada da Crimeia

Tiros de aviso fazem recuar observadores internacionais à entrada da Crimeia

Os observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa que tentavam entrar, este sábado, na república autónoma ucraniana da Crimeia, pelo terceiro dia consecutivo, acabaram por recuar após o registo de tiros de aviso.

O incidente foi relatado por uma fonte da missão citada pela agência noticiosa France Presse.

A fonte afirmou que "provavelmente três tiros" foram disparados quando uma coluna de veículos, incluindo os autocarros que transportavam os observadores internacionais, aproximou-se do posto de controlo ocupado por forças pró-russas.

De acordo com a mesma fonte, os tiros de aviso aparentemente não foram dirigidos aos observadores, "porque existia um pequeno carro no campo de visão", entre os veículos que transportavam os elementos da OSCE e o posto de controlo.

Os observadores da OSCE queriam tentar entrar, pelo terceiro dia consecutivo, na república autónoma ucraniana da Crimeia.

Na quinta e na sexta-feira, grupos armados impediram a entrada da missão internacional na península.

O envio de observadores não armados foi solicitado pelo novo Governo de Kiev e foi aprovado na terça-feira pelo Conselho Permanente do Fórum de Segurança e de Cooperação da OSCE, com o objetivo de avaliar no terreno a situação e esclarecer o destacamento de forças russas em território ucraniano.

A missão é composta por 54 pessoas, civis e militares, originárias de 29 países, incluindo Estados Unidos, Alemanha, França e Reino Unido.

As autoridades locais da Crimeia, no sul da Ucrânia, não reconhecem o novo Governo de Kiev e defendem o regresso ao poder de Viktor Ianukovich, destituído em fevereiro e atualmente refugiado na Rússia.

Na quinta-feira, o parlamento autónomo da Crimeia anunciou um referendo sobre uma união da península com a Rússia.