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Capturado o único terrorista de Paris que estava vivo

Capturado o único terrorista de Paris que estava vivo

Um dos autores dos atentados de Paris foi detido, esta sexta-feira, numa operação policial de larga escala na comuna de Molenbeek, em Bruxelas. Salah Abdeslam, considerado o homem mais procurado da Europa, foi ferido a tiro.

A polícia belga voltou esta sexta-feira à comuna de Molenbeek, em Bruxelas, depois de se ter confirmado a existência de impressões digitais de Salah Abdeslam num apartamento revistado na última segunda-feira, em Forest.

Nessa operação, dois homens escaparam à polícia, acreditando-se que um deles seria o suspeito da autoria dos atentados de Paris, Salah Abdeslam. Uma pessoa foi morta pelas autoridades na altura.

Na sequência da investigação levada a cabo em Forest, a polícia conseguiu encontrar em Molenbeek, esta sexta-feira, o autor dos atentados de Paris.

"Foram detidas cinco pessoas na sequência de três operações esta tarde", disse Thierry Werts, porta-voz do Ministério Público belga, em conferência de imprensa.

Duas pessoas ficaram feridas, sendo que um dos feridos - e que posteriormente foi detido - é o autor dos atentados de Paris que estava em fuga desde novembro, Salah Abdeslam, o homem mais procurado da Europa. Abdeslam não terá acatado as ordens da polícia para se render e acabou por ser atingido numa perna antes de ser detido. "Foi levado para o hospital para receber tratamento", disse Werts.

A polícia também atingiu a tiro, ferindo-o ligeiramente, outro homem, na mesma morada em que Abdeslam foi detido, transportando-o igualmente para o hospital.

Outras três pessoas, membros da mesma família que acolheu Abdeslam, foram também detidas e vão ser interrogadas pelos investigadores, declarou o porta-voz do Ministério Público.

Inicialmente, numa conferência de imprensa conjunta com o primeiro-ministro belga, Charles Michel, o presidente francês, François Hollande, adiantou que tinham sido detidas três pessoas.

O "Le Monde" avança que um polícia foi ferido e que as autoridades recorreram a gás lacrimogéneo, na operação policial que ainda decorre na Rue Quatre-Vents. "Apanhamo-lo", disse no Twitter o secretário de Estado francês para as questões de Asilo e Migração.

A polícia selou uma zona de Molenbeek e afastou jornalistas e curiosos do local, tendo ativado uma linha telefónica para esclarecer a população da zona encerrada sobre o que fazer.

Duas operações de larga escala

A captura de Abdeslam, que esteve em Paris na noite dos ataques que provocaram mais de 130 mortos, precipitou-se depois de uma rusga na comuna de Forest, na segunda-feira, durante a qual seis agentes (quatro belgas e dois franceses) foram surpreendidos com tiros de armas automáticas ao chegarem a um apartamento que julgavam desabitado.

Na sequência de tiroteios e uma grande operação policial, quatro agentes foram feridos sem gravidade, um presumível 'jihadista', Belkadi, foi morto (tendo sido encontrados ao lado do cadáver uma bandeira do grupo 'jihadista' Estado Islâmico e um livro sobre salafismo), mas os dois homens conseguiram fugir e eram ativamente procurados.

Após serem descobertas impressões digitais de Salah Abdeslam no apartamento de Forest, as autoridades intensificaram a "caça ao homem", e, segundo a estação televisiva belga RTBF, após fugir, Abdeslam e o seu cúmplice contactaram um indivíduo que estava a ser vigiado há vários meses, o que permitiu à polícia seguir o seu rasto até à Rue des Quatre Vents, no tristemente famoso bairro de Molenbeek, de onde partiram ou eram originários vários terroristas implicados nos ataques de Paris.

A operação, que ainda não terminou, está a ser seguida pelo primeiro-ministro belga, Charles Michel, e pelo Presidente francês, François Hollande, a partir do gabinete do chefe de governo belga, para onde rumaram depois de participarem num Conselho Europeu.