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Tiroteio em templo religioso faz sete mortos e pelo menos três feridos

Tiroteio em templo religioso faz sete mortos e pelo menos três feridos

O balanço do tiroteio ocorrido num templo religioso da comunidade sikh em Oak Creek, nos Estados Unidos, saldou-se em sete mortos, incluindo o atirador, e pelo menos três feridos hospitalizados, mas continuam por esclarecer as motivações do incidente.

Três dos feridos no tiroteio no templo estão em estado crítico, segundo o diretor clínico do hospital de Milwaukee. Durante o dia, a estimativa de feridos chegou aos 30, mas desconhece-se o número certo.

Em declarações à televisão americana CNN, o diretor clínico do hospital explicou que um dos três feridos - todos homens de meia-idade - foi atingido no estômago e no peito, um outro na face e o terceiro no pescoço.

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Entre os três feridos está um agente policial, "baleado várias vezes" pelo atirador, atingindo mortalmente por outro agente. As seis outras vítimas foram mortas no interior e no exterior do templo.

Outro dos feridos será o presidente do templo, Satwant Kaleka, segundo um jornal de Milwaukee.

Ao que tudo indica, o atirador abatido era o único, embora inicialmente tenham circulado várias informações que davam conta de pelo menos dois atacantes.

Desconhece-se ainda a identidade do atirador e as motivações para o ataque.

John Edwards, comandante da polícia em Oak Creek, no Milwaukee, estado do Wisconsin, adiantou que o caso está ser tratado como um presumível ato de "terrorismo doméstico", segundo cita a agência AP.

Este é o segundo episódio deste tipo nos EUA nas últimas três semanas -- o anterior registou-se num cinema de Aurora, um subúrbio de Denver, no Colorado, onde se estreava a nova sequela de "Batman", quando um homem armado matou 12 pessoas e feriu dezenas de outras.

Dezenas de membros da comunidade sikh, visivelmente chocados com o episódio, deslocaram-se à zona do templo em Oak Creek, selada pela polícia.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, já disse estar "profundamente triste" com o tiroteio. "Enquanto lamentamos esta perda que se registou num lugar de culto, somos lembrados do quanto o nosso país se enriquece com a presença dos sikhs, que são parte da grande família americana", sublinhou, em comunicado.

Transmitindo as suas condolências a familiares e amigos, Obama garantiu que a sua Administração dará "todo o apoio necessário" às investigações sobre o tiroteio.

Também Mitt Romney, candidato republicano que concorrerá contra Obama às eleições de novembro, já condenou o ataque, "uma tragédia que nunca deve acontecer num local de culto".

Este não é o primeiro ataque contra a comunidade sikh nos Estados Unidos, que congrega entre 500 e 700 mil membros, que se queixam de serem frequentemente confundidos com muçulmanos. Segundo a tradição, os sikhs usam barbas compridas e turbantes a cobrir-lhes o cabelo, que nunca cortam.

O tiroteio de domingo é o mais significativo ataque contra elementos da comunidade sikh nos Estados Unidos e é um dos episódios que já fazem deste ano o pior das últimas duas décadas na ocorrência deste tipo de incidentes nos Estados Unidos.

A embaixada da Índia -- país de onde são originários os sikhs - enviou um representante para o local onde ocorreu o tiroteio. Em comunicado, a embaixada diz estar a "monitorizar" o "trágico incidente" em Oak Creek e estar em contacto com o Conselho Nacional de Segurança dos EUA.

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