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Tomada de posse de Obama no Capitólio sem a loucura de 2009

Tomada de posse de Obama no Capitólio sem a loucura de 2009

Obama toma posse, esta segunda-feira, publicamente, para o segundo mandato com uma taxa de popularidade de 51% e sem condicionantes eleitorais. Será um presidente mais ativo para levar em diante as reformas que defende. O ato público junto ao Capitólio terá menos de metade dos 1,8 milhões de pessoas que afluíram ao local em 2009.

De acordo com uma sondagem publicada na sexta-feira pelo jornal "New York Times" , Obama irá tomar posse com 51% dos americanos a aprovarem o seu desempenho.

Michael Wertz, membro do Center for American Progress (organização de análise política que colabora com a administração democrata), considera que, "independentemente de todos os problemas que os EUA estão a enfrentar, este será um presidente ativo".

"Os EUA não são tão fortes como pensamos. Obama percebeu que o tempo das superpotências acabou, o que significa que os EUA vão pedir cada vez mais apoio à Europa", vaticinou.

Numa conferência sobre os desafios do novo mandato de Obama, que se realizou na quinta-feira na Fundação Luso-Americana, aquele analista político defendeu que "a questão fiscal deverá ficar resolvida no máximo em seis meses para que a nova equipa possa concentrar-se noutros temas importantes".

Em matéria de política interna, além da necessidade imperiosa de acelerar o crescimento da economia, há a questão de Guantánamo. Em 2008, Obama prometeu encerrar a prisão nos quatro anos seguintes, mas falhou. O facto de os republicanos manterem a maioria na Câmara dos Representantes não irá facilitar-lhe o trabalho. À semelhança dos seus antecessores, neste segundo mandato, o presidente americano deverá centrar-se sobretudo na política externa, com o conflito israelo-palestiniano, o programa nuclear iraniano e a China à cabeça.

Nuno Rogeiro, que participou no mesmo debate, referiu que, relativamente ao Médio Oriente, o novo secretário de Estado, John Kerry, é "uma linha de absoluta continuidade" de Hillary Clinton, que pediu para sair.

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Depois de, este domingo, ter tomado posse numa cerimónia privada na Casa Branca, Obama é empossado esta segunda-feira, para o segundo mandato num ato público junto ao Capitólio.

As previsões apontam para que participem na cerimónia menos de metade dos 1,8 milhões de pessoas que afluíram ao local em 2009.

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