Austrália

Torre em Sidney volta a "rachar" e é evacuada pela segunda vez

Torre em Sidney volta a "rachar" e é evacuada pela segunda vez

Centenas de pessoas foram obrigadas a sair da Torre Opal, em Sidney, esta quinta-feira, pela segunda vez esta semana, depois de ter sido detetada uma fissura na estrutura na segunda-feira.

A abertura de fissuras ao nível do 10.º andar, na segunda-feira, levou bombeiros e engenheiros a investigar as causas do sucedido e avaliar o risco de derrocada. "Os engenheiros disseram que o edifício se moveu um ou dois milímetros", indicou o comissário da polícia Philip Rogerson.

Alguns dos moradores foram autorizados a regressar a casa mas, esta quinta-feira, a empresa indicou que continuam a ocorrer "ruídos na estrutura" e, por precaução, alguns moradores foram realojados noutros locais.

No total, 51 das 150 habitações evacuadas, nesta torre de 36 andares, foram consideradas inseguras. Os moradores, exaltados, exigiram respostas aos construtores, numa conferência de imprensa, depois de serem obrigados a sair de casa pela segunda vez esta semana.

"Disseram-nos para regressar e agora pediram outra vez para sair", apontou uma residente, questionando quanto tempo o processo de investigação vai demorar. "O local [que nos arranjaram para ficar] é terrível em comparação com os nossos apartamentos, que nós pagámos", acrescentou. "Todos nós, com animais de estimação, com objetos valiosos em casa, e pede-nos para tirar tudo - é impossível", frisou. "Até quando temos de esperar pelos resultados finais?"

A empresa construtora diz que ter os imóveis desocupados permite aos engenheiros e investigadores trabalharem de forma mais rápida. Garante ainda que não há perigo para os moradores. Estima-se que a investigação técnica se prolongue até dez dias.

O edifício tem no total 392 apartamentos. A construção custou 165 milhões de dólares (cerca de 145 milhões de euros) e terminou em agosto.