Comércio

"Trata os empregados como robôs": Varoufakis pede boicote à Amazon

"Trata os empregados como robôs": Varoufakis pede boicote à Amazon

À boleia da campanha "Fazer a Amazon pagar", da "Progressive International", o economista Yanis Varoufakis pede aos cidadãos que nem sequer visitem os sites da Amazon esta sexta-feira, defendendo que a empresa é "o pilar do novo tecnofeudalismo".

O economista e antigo ministro das Finanças grego Yanis Varoufakis apelou ao boicote de um dia à Amazon nesta "Black Friday", juntando-se assim a alguns sindicatos, ativistas ambientais e defensores da proteção de dados que planearam ações coordenadas contra os sites e a cadeia de abastecimento da empresa.

Num vídeo publicado online, Varoufakis pede mesmo aos cidadãos que "nem sequer visitem a página Amazon.com nesse dia" - esta sexta-feira - e que se juntem "à campanha global para fazer a Amazon pagar".

A Black Friday, que inaugura a temporada de compras de Natal com promoções nas mais variadas lojas, foi adotada quase em todo o mundo, transformando-se no dia mais lucrativo do ano para o retalho.

"Ao boicotar a Amazon estará a acrescentar a sua força a uma coligação internacional de trabalhadores e ativistas", sublinhou o economista, defendendo que a Amazon "não é apenas uma mega-empresa monopolística". "É muito mais do que isso e muito pior do que isso. É o pilar do novo tecnofeudalismo", frisou.

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O antigo ministro das Finanças grego realça ainda que a empresa "trata os seus empregados como robôs dispensáveis, reduzindo-os à sua capacidade de agarrar e empacotar, em condições que destroem as suas almas e corrompem os seus corpos".

Segundo avança o "The Guardian", a campanha "Fazer a Amazon pagar" é coordenada pela "Progressive International", iniciativa global que reúne grupos progressistas de esquerda, políticos e intelectuais, incluindo Varoufakis, Noam Chomsky e Bernie Sanders.

Também citado pelo jornal britânico, Casper Gelderblom, que lidera a "Progressive International" sublinhou que empresas como a Amazon "têm demasiado poder e são demasiado grandes para que um único governo, sindicato ou organização as possa controlar". "É por isso que trabalhadores, cidadãos e ativistas se estão a juntar através das fronteiras para recuperar o poder", acrescentou.

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