Médio Oriente

Três palestinianos mortos e 12 soldados israelitas feridos

Três palestinianos mortos e 12 soldados israelitas feridos

O aumento da tensão em Jerusalém e na Cisjordânia ocupada resultou, esta quinta-feira, na morte de três palestinianos por tiros israelitas e em 12 soldados israelitas feridos num atropelamento intencional, cujo suspeito já foi detido.

O exército israelita anunciou esta quinta-feira à tarde a detenção do suspeito do atropelamento intencional. "Após uma grande operação do exército e do Shin Beth (serviço de informações interno), a polícia israelita e outras unidades especiais detiveram o terrorista que realizou o ataque com uma viatura esta manhã em Jerusalém", indicou o exército num comunicado.

Os confrontos e ataques ocorreram uma semana depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter divulgado um plano para resolver o conflito israelo-palestiniano, saudado em Israel e recusado pelos palestinianos por o considerarem parcial.

Dois palestinianos foram mortos a tiro por soldados israelitas em confrontos em Jenin, na Cisjordânia ocupada, segundo o Ministério da Saúde palestiniano.

Além disso, um outro palestiniano foi morto na cidade velha de Jerusalém (na zona oriental) depois de ter disparado na direção de forças israelitas, segundo a polícia israelita.

Após o anúncio do plano norte-americano, têm ocorrido manifestações diariamente nos territórios ocupados, nomeadamente em Hebron, cidade da Cisjordânia onde um palestiniano foi morto na quarta-feira por tiros das forças israelitas.

O ataque com uma viatura, durante a noite em Jerusalém, que deixou feridos 12 soldados israelitas não foi reivindicado, mas foi saudado pelo movimento radical palestiniano Hamas, que controla a Faixa de Gaza, como uma "resposta" ao plano Trump.

As autoridades do Estado hebreu realizam uma 'caça ao homem' para encontrar o condutor do veículo que se precipitou sobre um grupo de pessoas, a maioria soldados israelitas.

O plano, para o qual os palestinianos não foram consultados, considera Jerusalém "a capital indivisível de Israel" e permite alargar a soberania do Estado hebreu ao vale do Jordão e a outros colonatos na Cisjordânia.

Os palestinianos reivindicam a zona oriental de Jerusalém para capital do futuro Estado a que aspiram.

Como os palestinianos, grande parte da comunidade internacional considera os colonatos na Cisjordânia e a anexada Jerusalém Oriental -- territórios ocupados por Israel na guerra de 1967, como ilegais e um obstáculo à paz.

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