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Três suspeitos israelitas de morte de jovem palestiniano confessam

Três suspeitos israelitas de morte de jovem palestiniano confessam

Três dos seis suspeitos judeus detidos pelo rapto e assassínio de um jovem palestiniano de Jerusalém Oriental no passado dia 2 confessaram o crime, disse, esta segunda-feira, à agência France Presse uma fonte próxima do processo.

"Três dos seis suspeitos detidos confessaram o homicídio de Mohammad Abu Khdeir, queimando-o vivo, e reconstituíram a cena do crime" perante polícias, precisou a mesma fonte, que não quis ser identificada.

Seis jovens judeus foram detidos no domingo de manhã pela polícia no quadro do caso, que continua sujeito a "censura de publicação".

A sua prisão preventiva foi prolongada no domingo por um tribunal de Petah Tikva (centro de Israel) para oito dias para cinco dos suspeitos e para cinco dias para o restante, segundo os seus advogados. Estes não podem encontrar-se com os clientes durante este período.

Os seis jovens israelitas são suspeitos de pertencerem a uma "organização terrorista", a uma organização ilegal, de rapto, de assassínio de menor, de conspiração, de posse ilegal de armas e de crime "por motivo nacionalista", segundo o "site" de informação Ynet.

Mohammad Abu Khdeir, de 16 anos, foi raptado a 2 de julho no bairro de Chouafat, em Jerusalém Oriental ocupada e anexada. O seu corpo, - completamente queimado segundo o advogado da família -, foi encontrado algumas horas mais tarde perto de uma floresta na parte Ocidental da cidade.

Desde que foi descoberto o cadáver, os palestinianos acusaram judeus extremistas de terem raptado e morto o jovem por vingança devido ao rapto e assassínio de três jovens israelitas na região de Hebron, na Cisjordânia ocupada, atribuído por Israel ao movimento islâmico palestiniano Hamas.

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