EUA

Filho ganhou processo a pais por deitarem fora coleção de pornografia

Filho ganhou processo a pais por deitarem fora coleção de pornografia

Caixa de revistas, filmes e objetos sexuais valia 20 mil euros. Agora um tribunal diz que tem direito a pedir indemnização

David Werking, um homem de 42 anos, divorciou-se em 2017 e durante 10 meses voltou a viver na casa dos seus pais, em Grand Haven, no Michigan, EUA. Juntamente com vários pertences, levou a sua coleção particular de pornografia e erotismo, contendo diversas revistas, filmes em VHS e DVD, além de outros objetos sexuais. Quando se mudou no final do ano, para Muncie, Indiana, constatou que a caixa em que tinha guardado aquela coleção havia desaparecido - alguém a tinha deitado ao lixo, possivelmente a sua mãe.

O homem não se conformou, fez queixa e levou o caso a tribunal. Agora, um juiz distrital do Michigan decidiu a seu favor e David Werking poderá pedir uma indemnização, diz a sentença, que é citada pela agência Associated Press.

O valor indemnizatório será de 25 mil dólares (cerca de 20 mil euros), montante em que estaria avaliada a coleção erótico-pornográfica.

"Não há dúvida de que a coleção destruída era propriedade de David Werking", disse o juiz. Os réus, pais do queixoso, admitiram repetidamente que sim, que tinham destruído a coleção de pornografia porque não queriam "ter coisas daquelas em casa".

Os pais de David alegaram que tinham esse direito, uma vez que a caixa da pornografia estava dentro da casa que é propriedade deles. "Os réus não citaram qualquer estatuto ou processo para sustentar essa afirmação e não tinham, à luz do Direito, licença para destruir uma coisa que não lhes pertence", disse o juiz.

O tribunal distrital do Michigan decretou que a indemnização terá que ser paga até meados de fevereiro de 2021.

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