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Tribunal força neto de Mandela a restituir restos mortais de familiares exumados

Tribunal força neto de Mandela a restituir restos mortais de familiares exumados

Um tribunal sul-africano ordenou, esta quarta-feira, a um neto do ex-Presidente Nelson Mandela, Mandla, que restitua ao local de origem os restos mortais de três familiares que por sua iniciativa foram exumados em 2011.

Os restos mortais que Mandla decidiu exumar em Qunu e transferir, em 2011, para Mvezu, a aldeia-natal do ex-presidente sul-africano, pertencem a dois filhos e uma filha de Nelson Mandela: Makgatho Mandela (pai de Mandla), Makaziwe Mandela, a primeira filha, que faleceu em 1948 ainda muito nova, e o segundo filho, Madiba Thembekile, que pereceu num acidente rodoviário em 1969.

O neto do ex-presidente, Mandla, que se autointitula chefe tribal de Mvezu, decidiu em 2011 transferir os corpos e as sepulturas para aquela vila, e já ignorou uma ordem judicial para os devolver a Qunu, uma vila próxima onde Nelson Mandela e a maioria dos seus familiares vivem desde 1920, quando Nelson Mandela tinha dois anos de idade.

Este veredito do tribunal superior de Mthatha, província sul-africana do Cabo Oriental, surge na sequência de nova ação judicial interposta por 16 membros da família que se opõem às decisões unilaterais do autoproclamado "chefe" (ou régulo) de Mvezo.

A decisão abre também a porta à realização do funeral de Nelson Mandela em Qunu, contra o desejo do neto, Mandla, que estava a preparar o terreno para que os restos mortais do herói da luta anti-"apartheid" viessem a repousar em Mvezo.

Makaziwe Mandela, a filha de Nelson Mandela e da sua primeira mulher, Evelyne, o sobrinho Ndaba Mandela e uma sobrinha, Ndileka Mandela, estiveram hoje no tribunal em representação dos queixosos.

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