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Tribunal repete julgamento de empresário português que tentou matar a mulher num hotel

Tribunal repete julgamento de empresário português que tentou matar a mulher num hotel

Um tribunal de Pontevedra, na Galiza, vai repetir esta terça e quinta-feira o julgamento do empresário português acusado de tentar assassinar a sua mulher num quarto de hotel, em Vigo, em maio de 2016.

O Ministério Público da Galiza volta a pedir 12 anos de prisão para Carlos Pinto, depois de, em outubro passado, o Tribunal Superior de Justiça desta comunidade autónoma espanhola, que faz fronteira com o norte de Portugal, ter aceitado um recurso da defesa que questionava a "imparcialidade objetiva das magistradas" responsáveis pela primeira sentença.

Segundo a acusação, Carlos Inácio Pinto, em 2 de maio de 2016, num quarto do Hotel NH Palacio, em Vigo, aproveitou o facto de a sua esposa estar a tomar banho para lhe dar "um forte golpe" com um "maço de calceteiro" (martelo), numa altura em que ela estava curvada e a espalhar creme no corpo depois de ter tomado banho.

Segundo o procurador, o condenado golpeou, em seguida, a vítima "reiteradamente" na parte de trás da cabeça, e quando esta caiu no chão da casa de banho "persistiu na sua intenção de acabar com a sua vida", tendo-se agarrado "com força" ao seu pescoço "com as duas mãos" e batido a sua cabeça "contra o chão".

O Ministério Público pede 12 anos de prisão e "inabilitação absoluta" durante esse período, assim como a proibição do acusado se aproximar a uma distância mínima de 500 metros da mulher.

Na sentença lida em maio passado, que foi anulada, o tribunal de Pontevedra tinha condenado o português a 11 anos e quatro meses de prisão, a proibição de se aproximar ou comunicar com a vítima durante 18 anos e o pagamento de uma indemnização de 16.000 euros.

Carlos Pinto aguarda na prisão a repetição do julgamento.

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