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Troca de tiros entre Israel e o Hamas resulta em quatro feridos em Gaza

Troca de tiros entre Israel e o Hamas resulta em quatro feridos em Gaza

Três palestinianos ficaram feridos, esta quarta-feira, na sequência de um ataque do exército israelita contra várias instalações militares do movimento islâmico Hamas, no poder na Faixa de Gaza, depois de tiros no enclave palestiniano terem ferido um civil israelita.

Segundo fonte do Exército israelita, um civil foi hoje ferido, por disparos feitos a partir de Gaza, perto da barreira que separa o Estado judaico do enclave palestiniano.

Os militares israelitas responderam com disparos de tanque contra várias posições militares do movimento islâmico Hamas, no poder na Faixa de Gaza desde 2007.

O Ministério da Saúde de Gaza referiu que três palestinianos ficaram feridos, sem precisar se eram civis ou combatentes.

Esta escalada de violência surge após Israel ter anunciado medidas destinadas a melhorar as condições de vida na Cisjordânia ocupada, na sequência de um raro encontro entre o ministro da Defesa israelita e o líder palestiniano, Mahmud Abbas.

Desde que um frágil cessar-fogo entrou em vigor no final de maio, apenas cinco projéteis (foguetes ou morteiros) foram disparados de Gaza para território israelita, informou esta terça-feira o exército no seu relatório anual.

Para melhorar as relações com os palestinianos, o ministro da Defesa israelita aprovou hoje "medidas de confiança" na sequência do encontro com o líder palestiniano.

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O pacote inclui a transferência de fundos de impostos para a Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), autorizações para comerciantes palestinianos e o estatuto de residência para palestinianos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, anunciou o gabinete do ministro israelita, citado pela agência de notícias Associated Press (AP).

Benny Gantz encontrou-se com o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, na sua residência privada em Rosh Haayin, nos subúrbios de Telavive, na terça-feira à noite, sendo a primeira vez que Abbas se reuniu com um governante israelita em território de Israel desde 2010.

Os dois dirigentes discutiram a coordenação de segurança entre Israel e a ANP, liderada por Abbas.

O primeiro-ministro israelita, Naftali Bennett, é contra a criação de um Estado palestiniano e o seu Governo não tem manifestado interesse em reatar as negociações de paz, embora deseje reduzir as tensões e melhorar as condições de vida na Cisjordânia.

Nos últimos meses registou-se um aumento da violência de israelitas contra palestinianos na Cisjordânia, bem como ataques de palestinianos a israelitas em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia.

O novo embaixador norte-americano em Israel, Tom Nides, elogiou o encontro de terça-feira e manifestou a vontade de que a diplomacia leve "a mais medidas de construção de confiança no ano novo", salientando que seria benéfico "para todos".

Um assessor de Abbas alertou que a boa vontade de Israel deve ser acompanhado por um horizonte político que conduza a um acordo de paz.

No lado palestiniano, o movimento Hamas, no poder há mais de uma década na Faixa de Gaza, um território sob bloqueio israelita, condenou a reunião como um afastamento do "espírito nacional do povo palestiniano".

Israel conquistou Jerusalém Oriental durante a Guerra dos Seis Dias, em junho de 1967, juntamente com a Cisjordânia e a Faixa de Gaza. Posteriormente, anexou Jerusalém Oriental, uma decisão nunca reconhecida pela comunidade internacional. Os palestinianos pretendem recuperar a Cisjordânia ocupada e Gaza e reivindicam Jerusalém Oriental como capital do Estado da Palestina.

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