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Trump acusa FBI de lhe ter roubado três passaportes

Trump acusa FBI de lhe ter roubado três passaportes

Donald Trump usou as redes sociais, para lançar mais uma acusação ao FBI, depois das buscas à casa de Mar-a-Lago, onde foram apreendidos vários documentos classificados como secretos. Desta feita, o antigo presidente dos EUA afirma que a polícia federal lhe roubou três passaportes.

Voltando a classificar a intervenção das autoridades como um ataque político, Trump usou a rede social "Truth Social" para pedir a devolução de documentos, parecendo querer utilizar a rede como uma forma de comunicação oficial com as autoridades, e mais tarde garantiu que lhe tinham sido roubados três passaportes, incluindo um expirado.

Entretanto, o Departamento de Justiça já garantiu que não está na posse dos documentos de identificação de Donald Trump.

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Além de violações da Lei de Espionagem, Trump também é investigado por alegada obstrução da justiça e destruição de registos do Governo federal, indicou o jornal após um juiz da Florida ter divulgado os documentos com essas informações.

O mandado que permitiu ao FBI (polícia federal norte-americana) realizar buscas na mansão de Trump em Mar-a-Lago, na Florida, na segunda-feira da última semana mostra que os agentes procuravam evidências sobre o manuseio incorreto de documentos confidenciais por parte do político republicano, incluindo alguns classificados como "ultrassecretos", o que constituiu uma violação de três estatutos criminais.

A condenação sob estes estatutos pode resultar em pena de prisão ou multas.

Dessa forma, o mandado de busca autorizou os agentes do FBI a apreender materiais da residência de Trump para investigar crimes relacionados à Lei de Espionagem, que proíbe a retenção não autorizada de informações de segurança nacional que possam prejudicar os Estados Unidos ou ajudar um adversário.

Donald Trump, que classifica as buscas à sua residência como "antiamericanas, injustificadas e desnecessárias", já havia exigido a divulgação "imediata" desse mandado federal utilizado pelo FBI.

Horas antes, o Departamento de Justiça também pediu a um tribunal para que o mandado fosse divulgado, com o procurador-geral Merrick Garland a citar o "substancial interesse público neste assunto".

O pedido do Departamento de Justiça é surpreendente, uma vez que tais documentos tradicionalmente permanecem lacrados durante uma investigação em curso.

Contudo, o Departamento parece reconhecer que o seu silêncio desde as buscas abriu um espaço para ataques verbais por parte de Trump e seus aliados, e que o público tem direito a conhecer o lado do FBI sobre o que motivou a ação de segunda-feira na casa do ex-chefe de Estado.

"O claro e poderoso interesse do público em entender o que ocorreu sob essas circunstâncias pesa fortemente a favor da abertura", disse uma moção apresentada num tribunal federal da Florida na quinta-feira.

Agora, além do mandado que autorizou a busca, foi também divulgado um longo inventário de documentos apreendidos na segunda-feira pelos agentes do FBI.

O jornal "The Wall Street Journal" noticiou que os agentes recuperaram documentos classificados, incluindo alguns "ultrasecretos" que deveriam estar apenas em instalações especiais do Governo.

O jornal, que teve acesso ao inventário dos materiais apreendidos, explica que o FBI levou um total de 20 caixas da mansão de Trump em Mar-a-Lago, incluindo 11 coleções de materiais classificados.

O "The Wall Street Journal" diz ainda que alguns documentos tinham o rótulo "top secret", o mais alto nível de confidencialidade que pode ser aplicado a informações no Sistema de inteligência dos Estados Unidos da América (EUA).

Entre os materiais recuperados pelo FBI e que aparecem detalhados, destacam-se arquivos relacionados com o perdão presidencial ao ex-colaborador de Trump Roger Stone, informações sobre o Presidente francês, Emmanuel Macron, e documentos ligados a armamento nuclear.

Para obter um mandado de busca, as autoridades federais devem provar a um juiz que existe causa provável para acreditar que um crime foi cometido.

Garland disse que aprovou pessoalmente o mandado, uma decisão que garante não ter sido tomada de ânimo leve, já que a prática padrão, sempre que possível, é selecionar táticas menos intrusivas do que uma busca domiciliar.

A operação, realizada na residência de Donald Trump, provocou a fúria dos fieis apoiantes do republicano, evocando uma "perseguição política".

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