Afeganistão

Trump admite que talibãs possam recuperar o poder após retirada de forças norte-americanas

Trump admite que talibãs possam recuperar o poder após retirada de forças norte-americanas

O Presidente dos EUA, Donald Trump, admitiu esta sexta-feira a hipótese de os rebeldes talibãs recuperarem o poder no Afeganistão, depois da retirada das forças norte-americanas do terreno.

Os Estados Unidos e os talibãs assinaram no sábado um tratado de paz que colocou fim a duas décadas de conflito militar no Afeganistão, permitindo a Donald Trump cumprir a promessa eleitoral de retirada do contingente militar na região e iniciando a pacificação entre os rebeldes e o Governo afegão.

Nos dias seguintes ao tratado de paz, os rebeldes talibãs e as forças militares afetas ao Governo do Afeganistão voltaram a envolver-se em duros confrontos e os Estados Unidos reconheceram que o fim da violência no território poderia ser mais demorado.

Esta sexta-feira, o Presidente norte-americano reconheceu que o acordo de paz pode levar mesmo a um regresso ao poder do movimento extremista talibã, derrubando o regime do Presidente afegão, Ahsraf Ghani.

"Não deveria ser assim, mas é uma possibilidade", disse Trump, em declarações aos jornalistas, na Casa Branca.

Na quinta-feira, o Presidente manifestara confiança num entendimento pacífico entre os talibãs e o Governo afegão, na sequência do tratado de paz assinado com os Estados Unidos e mesmo após a retirada das forças militares norte-americanas do terreno.

Nesse dia, Trump minimizou o regresso da violência no Afeganistão dizendo que os confrontos estavam confinados a alguns grupos armados e que as tropas dos EUA ainda no terreno tinham ajudado a resolver a situação.

Contudo, esta sexta-feira, o Presidente já admitiu que os rebeldes talibãs podem não estar interessados no entendimento com o Governo e podem procurar derrubar o regime, recuperando o poder em Cabul.

Na segunda-feira, numa altura em que o conflito entre talibãs e as forças afegãs retomavam os confrontos, Mark Milley, chefe de Estado Maior das Forças Armadas norte-americanas, tinha reconhecido que não esperava que a violência no Afeganistão terminasse de imediato, mas considerava que o regresso à normalidade era essencial para retomar o processo de paz.

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