EUA

Trump diz ter minimizado ameaça da covid-19 "para não gerar pânico"

Trump diz ter minimizado ameaça da covid-19 "para não gerar pânico"

Livro do jornalista Bob Woodward, escrito com base em 18 entrevistas ao presidente dos EUA divulgadas pela CNN, revela que Trump sabia, desde o início, que a covid-19 era "cinco vezes mais mortal do que a gripe" mas que preferiu omiti-lo "para manter o país seguro".

Donald Trump terá reconhecido, em privado e ainda antes da primeira morte por SARS-CoV-2 nos EUA, que o novo coronavírus, "altamente contagioso", seria bastante mortal, embora não pretendesse admiti-lo publicamente. A revelação é feita pelo jornalista Bob Woodward, no seu novo livro "Rage", que será publicado a 15 de setembro.

Numa série de entrevistas concedidas a Woodward logo no início da pandemia, o presidente dos Estados Unidos disse ter imensa informação sobre o novo coronavírus, reconhecendo que a covid-19 seria, talvez, "cinco vezes mais mortal do que gripe".

Todavia, nos discursos públicos feitos na mesma altura, Trump insistia que o vírus iria "desaparecer rapidamente". "Eu sempre quis minimizar", confessou ao jornalista a 19 de março, apesar de, dias antes, ter declarado emergência nacional devido à covid-19. O objetivo, acrescentou, era "não gerar pânico", já que o seu trabalho era "manter o país seguro".

No novo livro, Bob Woodward defende, assim, que o chefe de Estado "traiu a confiança das pessoas" ao tentar desvalorizar o risco associado à doença.

As revelações feitas em "Rage" surgem na sequência de 18 entrevistas gravadas que o presidente dos EUA deu a Woodward entre 5 de dezembro de 2019 e 21 de julho de 2020, às quais a CNN teve acesso.

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