Tensão

Trump continua a não descartar hipótese de cortar relações com a China

Trump continua a não descartar hipótese de cortar relações com a China

O Presidente dos EUA, Donald Trump, reafirmou que não descarta a possibilidade de suspender todas as relações com a China, incluindo as económicas, aumentando as tensões diplomáticas entre os dois países.

Estados Unidos e China disputam uma guerra comercial, há mais de dois anos, e, nas últimas semanas, têm trocado acusações mútuas de má gestão na pandemia de covid-19, aumentando as tensões diplomáticas entre os dois países.

"Os Estados Unidos, naturalmente, mantêm uma opção política, sob várias condições, de cortar todas as pontes com a China", escreveu esta semana Trump, na sua conta pessoal da rede social Twitter.

O Presidente tentava assim corrigir as declarações feitas esta semana no Congresso pelo seu representante comercial, Robert Lightizer, principal responsável por uma tentativa de acordo económico com a China, que disse estar otimista sobre a hipótese de a China manter os seus compromissos de manter as compras maciças de produtos agrícolas norte-americanos.

Lightizer referiu mesmo as recentes compras de algodão dos EUA, no valor de cerca de mil milhões de euros, acrescentando que, perante estes sinais, considerava que "o corte de relações com a China fosse uma opção política razoável".

O representante comercial dos EUA explicava que essa opção, colocada por Trump em maio, quando o Presidente norte-americano ameaçou romper todas as relações com o gigante asiático, estava ultrapassada.

Agora, Trump volta a colocar a hipótese em cima da mesa, dizendo que a opção não pode ser retirada.

Em resposta, Zhao Lijian, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, disse esta sexta-feira que a ameaça de Trump "não ajudará a resolver os problemas dos Estados Unidos e apenas causará mais danos aos americanos".

Esta posição da diplomacia chinesa esbarra contra a posição do Departamento de Estado norte-americano, que, em sintonia com as declarações de Trump, mostra desconfiança sobre as intenções de Pequim.

"O relacionamento precisa de ser mais equilibrado. Temos muitas dúvidas", disse, quinta-feira, David Stilwell, vice-secretário de Estado para o leste da Ásia.

"Fica à vossa consideração se eles vão ou não cumprir (os compromissos)", disse Stilwell aos jornalistas, referindo-se às negociações sobre aumento de importações de produtos dos EUA.

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