EUA

Trump diz que tortura funciona e está disposto a aplicá-la

Trump diz que tortura funciona e está disposto a aplicá-la

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, na sua primeira entrevista depois da tomada de posse, que acredita "absolutamente" nas táticas de tortura e que os EUA deviam "combater fogo com fogo".

Em entrevista à estação de televisão norte-americana ABC News, Trump disse ter falado com especialistas das mais altas instâncias dos serviços de inteligência norte-americanos e ter chegado a uma conclusão quanto à prática de táticas de tortura: "Funcionam."

O agora presidente diz que vai "confiar" no seu secretário de Defesa, James Mattis, e no diretor da CIA, Mike Pompeo, para determinar as melhores formas de combater o terrorismo dentro da lei e afirmou que, se as diretrizes dos especialistas forem nesse sentido, está disposto a pôr em prática táticas de tortura.

"Se eles não quiserem fazer isto, tudo bem. Se quiserem, eu vou trabalhar com esse fim em vista. Quero fazer o possível dentro da legalidade. Se eu acredito que funciona? Absolutamente, acredito que funciona", disse, quando questionado sobre a sua posição pessoal quanto à utilização dos métodos de tortura, em específico no que concerne ao da simulação de afogamento.

"Quando o Estado Islâmico faz coisas sobre as quais ninguém ouvia desde os tempos medievais, pergunta se eu apoiaria a simulação de afogamento? O que eu acho é que deviamos combater fogo com fogo", continuou.

A simulação de afogamento é um tipo de tortura que consiste em verter água na cara e nas vias respiratórias do prisioneiro, que está de olhos vendados. Foi utilizada pela CIA depois dos atentados do 11 de setembro de 2011, por iniciativa do antigo presidente norte-americano George W. Bush.

Não é a primeira vez que Donald Trump se mostra favorável à prática de métodos de tortura. Em novembro, durante a campanha eleitoral, num programa do canal de televisão ABC, o então candidato republicano afirmou que, se fosse eleito, iria restabelecer a simulação de afogamento como método de interrogatório.