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Trump diz ter "soluções militares prontas" para a Coreia do Norte

Trump diz ter "soluções militares prontas" para a Coreia do Norte

Donald Trump anunciou, esta sexta-feira, através do Twitter, que tem soluções militares "totalmente instaladas, prontas e carregadas", caso a Coreia do Norte atue de forma "imprudente".

Num curto texto publicado esta manhã na sua rede social preferida, o presidente dos EUA deixou uma mensagem que pode ser considerada como um aviso à Coreia do Norte.

"Soluções militares estão agora totalmente instaladas, prontas e carregadas, caso a Coreia do Norte atue de forma imprudente. Espero que Kim Jong Un encontre outro caminho!", pode ler-se na mensagem publicada cerca das 7.30 horas em Washington (12.30 horas em Portugal continental).

O regime de Pyongyang tornou público um plano militar que indica que vai efetuar quatro disparos de mísseis de médio alcance, em meados de agosto, e que têm como alvo as águas territoriais de Guam.

A ilha do Pacífico Ocidental, situada a 3.400 quilómetros a sudeste da Coreia do Norte, tem o estatuto de território integrado nos Estados Unidos, onde vivem 163 mil habitantes e onde se encontram mais de seis militares norte-americanos, concentrados em bases navais e aéreas.

Na quarta-feira, o governador de Guam, Eddie Calvo, disse que as defesas da ilha estão "sempre preparadas" para qualquer contingência, "seja natural ou provocada pelo homem" sublinhando que no passado a população já enfrentou ameaças semelhantes.

Especialistas de defesa estimam que os mísseis de médio e longo alcance Hwasong-12, lançados pela Coreia do Norte, podem atingir Guam "em 14 ou 15 minutos".

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na quinta-feira que se o líder norte-coreano, Kim Jong-Un, ordenar um ataque contra a ilha de Guam vai ter como resposta "aquilo que ainda ninguém viu na Coreia do Norte".

Trump referiu-se a uma resposta com "fogo e fúria" por parte dos Estados Unidos contra a Coreia do Norte, sublinhando que a linguagem que está a utilizar não é "um desafio" mas sim declarações "sobre factos".

Os anúncios de Pyongyang sobre as novas posições bélicas intensificaram-se depois de o regime da Coreia do Norte ter ameaçado com um ataque, como represália contra a "campanha" dos Estados Unidos para que a ONU aprove sanções económicas que preveem cortar um terço das exportações norte-coreanas.