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Trump está a tomar medicamento que OMS recomenda só em casos graves

Trump está a tomar medicamento que OMS recomenda só em casos graves

Embora já tenha tido duas quebras de oxigénio desde que foi diagnosticado com covid-19 e esteja a tomar um fármaco recomendado para situações graves, Donald Trump "poderá ter alta hospitalar" na segunda-feira.

O presidente norte-americano "continua a melhorar", garantiu, este domingo, o médico da Casa Branca, Sean Conley, que finalmente admitiu o que ontem tinha deixado no ar e que foi depois confirmado pelo chefe de gabinete de Trump. O candidato republicano às próximas eleições precisou mesmo de receber oxigénio suplementar, na sexta-feira de manhã, ainda na Casa Branca, depois de ter sofrido uma quebra nos níveis de oxigénio. Questionado sobre se lhe tinha sido administrado oxigénio posteriormente, Conley - médico responsável pela comunicação da saúde do presidente - respondeu que tinha de "confirmar com as enfermeiras".

Quando Trump teve a segunda quebra de oxigénio, a equipa médica decidiu iniciar um tratamento com dexametasona, corticoide que a Organização Mundial da Saúde só recomenda para "pacientes graves e críticos" de covid-19, desaconselhando o seu uso em pacientes não graves. A Agência Europeia do Medicamento (EMA) deu parecer favorável ao uso da dexametasona em doentes que necessitem de suporte ventilatório, "desde a administração suplementar de oxigénio até à ventilação mecânica". De resto, Trump recebeu um cocktail experimental de anticorpos e está a tomar o antiviral Remdesivir.

Ainda assim, "continua sem febre desde sexta-feira de manhã", "não se tem queixado de dificuldades em respirar" e as funções cardíaca, hepática e pulmonar não são razões para preocupação, completou outro médico, Sean Dooley, acrescentando que Donald Trump pode receber alta na segunda-feira.

Declarações de ontem foram "mal interpretadas"

Quanto às contradições sobre a saúde de Trump patentes nos discursos de Conley e do chefe de gabinete de Trump, o médico atirou a responsabilidade para os jornalistas, ao dizer que as observações de Mark Meadows foram "mal interpretadas" e que este se referia à condição de Trump antes de ter sido internado. "Não queria dar nenhuma informação que pudesse direcionar o curso da doença para outra direção", disse Conley, vagamente, ao explicar a relutância em dizer que Trump tinha recebido oxigénio.

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