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Trump repete acusações de fraude após Facebook ter mantido suspensão da conta

Trump repete acusações de fraude após Facebook ter mantido suspensão da conta

Donald Trump repetiu esta quarta-feira as acusações infundadas de fraude na eleição presidencial de novembro, após o conselho de supervisão do Facebook ter mantido a suspensão da conta do ex-presidente dos EUA nas redes sociais Facebook e Instagram.

Numa declaração, Donald Trump atacou a congressista republicana Liz Cheney por ela continuar a defender que não houve fraude na eleição presidencial de 2020, "quando, na realidade, as evidências provam o contrário".

O conselho supervisor da empresa Facebook decidiu hoje manter a suspensão do ex-presidente dos EUA Donald Trump, que continuará impedido de usar as suas páginas nas redes sociais Facebook e Instagram.

O conselho supervisor acredita, ainda assim, que "não é apropriado" que a rede social Facebook imponha uma "sanção com duração indefinida", pelo que pede que, nos próximos seis meses, a empresa "reconsidere a decisão arbitrária imposta em 7 de janeiro".

O organismo de vigilância concordou em que as mensagens divulgadas por Donald Trump no início de janeiro "violaram gravemente" os padrões de conteúdo das redes sociais Facebook e Instagram, referindo-se às mensagens que o ex-presidente colocou na véspera e durante a invasão do Capitólio pelos seus apoiantes, em 06 de janeiro, que provocaram várias mortes e feridos.

No dia seguinte, o Facebook decidiu suspender a conta de Donald Trump por tempo ilimitado, alegando que o ex-presidente tinha apelado à violência através das plataformas de redes sociais.

Donald Trump nunca admitiu explicitamente a derrota na eleição presidencial de 03 de novembro de 2020, que elegeu o democrata Joe Biden, tendo cultivado a ideia de fraude eleitoral, sobretudo através das redes sociais Twitter e Facebook.

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Acusado de "incitamento à insurreição" pela Câmara dos Representantes dos EUA, Donald Trump foi pela segunda vez submetido a um processo de 'impeachment' no Congresso, do qual acabaria por ser absolvido, no Senado.

Apenas um restrito grupo de senadores republicanos votou a favor da destituição de Trump, entre eles Liz Cheney, filha do ex-vice-presidente Dick Cheney e número três na hierarquia do partido no Congresso.

No comunicado hoje divulgado à imprensa, o ex-presidente criticou a "temperamental Liz Cheney, que praticamente não tem apoios" no seu estado de Wyoming.

Os líderes republicanos da Câmara de Representante, Kevin McCarthy e Steve Scalise, disseram esta semana que Cheney tinha perdido o apoio do grupo parlamentar.

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