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Trump sobre relatório de inquérito para a sua destituição: "é uma anedota"

Trump sobre relatório de inquérito para a sua destituição: "é uma anedota"

O presidente norte-americano qualificou como uma "anedota" o relatório do inquérito parlamentar no âmbito do seu processo de destituição que contém, segundo a oposição democrata, "provas esmagadoras" da "conduta inadequada" de Donald Trump no caso ucraniano.

"O que eles fazem é uma coisa muito má para o nosso país", "é uma anedota", criticou Trump durante um encontro com o primeiro-ministro italiano à margem da cimeira da NATO em Watford, perto de Londres.

A investigação "mostrou que o presidente Trump, pessoalmente e através de agentes dentro e fora do governo, solicitou a interferência de um país estrangeiro, a Ucrânia, em benefício da sua campanha de reeleição", indica o relatório da comissão de informações da Câmara dos Representantes, de maioria democrata, divulgado na terça-feira.

"O presidente colocou os seus interesses pessoais e políticos à frente dos interesses nacionais, tentou minar a integridade do processo eleitoral norte-americano e pôs em risco a segurança nacional", referem os autores do relatório, que deve servir de base a uma eventual acusação contra Trump.

As declarações de Trump ocorrem na mesma altura em que, após dois meses de inquérito, a comissão judicial da Câmara dos Representantes inicia um debate jurídico para determinar se os alegados factos contra Trump são suficientemente graves para justificar a sua destituição.

"Fazer isso num dia como este, enquanto estamos em Londres (...) honestamente, é uma vergonha", criticou Trump

Ao longo das cerca de 300 páginas do relatório, conta-se como Donald Trump alegadamente condicionou a entrega da ajuda militar à Ucrânia à abertura de uma investigação por parte de Kiev ao ex-vice-presidente Democrata Joe Biden e ao seu filho Hunter, por presumível corrupção no país europeu, o que iria beneficiar a campanha para a sua reeleição e levou à atual investigação do Congresso.

Trump é ainda acusado de fazer uma "obstrução sem precedentes", considerando a comissão que foi "o primeiro e único Presidente na história dos EUA que desafia indiscriminada e abertamente todos os aspetos do processo constitucional de destituição ao ordenar a todas as agências federais e funcionários, de maneira categórica, que não cumpram as intimações".

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