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Trump visita feridos do tiroteio de Dayton e enfrenta protestos

Trump visita feridos do tiroteio de Dayton e enfrenta protestos

O presidente dos EUA Donald Trump visitou, esta quarta-feira, os feridos do tiroteio do fim de semana em Dayton, Ohio, antes de se deslocar a El Paso, no Texas, local do segundo ataque e onde a sua visita está a suscitar hostilidade.

Trump chegou ao final da manhã - com a sua mulher Melânia - a Dayton, uma cidade do norte dos Estados Unidos onde um atirador matou nove pessoas na noite de sábado para domingo, e deslocou-se de imediato ao hospital onde estão internadas algumas das vítimas.

Centenas de manifestantes reuniram-se perto do estabelecimento com o balão "Baby Trump", personagem insuflável que representa um bebé colérico com a cara do presidente e utilizado em numerosas manifestações no mundo.

Os manifestantes exibiram cartazes que exortavam o milionário Republicano a "opor-se à NRA", o poderoso lóbi das armas que bloqueia as tentativas para regular o mercado das armas de fogo, e proibir as armas de assalto.

Antes de deixar a Casa Branca, Trump assegurou, no entanto, que por agora existe "pouco apetite" político em Washington para proibir este género de armas, envolvidas em diversos banhos de sangue, incluindo em Dayton.

"Não posso fazer nada além das minhas possibilidades. Penso que há uma grande vontade para fazer alguma coisa para impedir que as pessoas com problemas psíquicos possuam uma arma de fogo", vincou Donald Trump, que acrescentou: "Nunca vi uma vontade tão grande como agora".

O magnata do imobiliário reafirmou ainda que as recentes mortes não têm a ver consigo e que quem o acusa de atiçar o ódio racial nos EUA procura "tirar benefício político" das suas críticas.

De acordo com uma recente sondagem do Pew Research Centre, cerca de 85% dos norte-americanos adultos acreditam que o tom e a natureza do debate político se tornaram mais negativos, com uma maioria a referir que Trump contribuiu para agravar a situação.

E mais de três quartos (78%) afirmaram que os responsáveis oficias eleitos utilizam linguagem do ódio ou agressiva quando se referem a determinadas pessoas ou grupos, tornando-os mais voláteis a serem alvo de ações violentas.

Os tiroteios de El Paso e Dayton, protagonizados por dois jovens atiradores e que ocorreram com menos de 13 horas de diferença, provocaram 31 mortos e dezenas de feridos.