Holanda

Turistas vão ter de virar costas às prostitutas em Amesterdão

Turistas vão ter de virar costas às prostitutas em Amesterdão

O município de Amesterdão anunciou, esta quarta-feira, novas regras a serem implementadas no famoso "bairro vermelho" onde a prostituição é, além de legalizada, um dos ex-líbris da capital holandesa.

O novo regulamento estipula que os turistas que, em grupos guiados, visitam as ruas do popular "Red Light District", se posicionem de costas para as montras onde a prostituição é exacerbada, enquanto ouvem as explicações dos guias turísticos. A ideia é mostrar respeito pelas mulheres que se exibem, evitando que as mesmas sejam observadas de forma fixa e continuada, sendo que tirar-lhes fotografias é igualmente evitável.

"O que propomos é que os grupos fiquem de costas viradas para as montras enquanto ouvem o guia. Podem olhar, claro, são livres de o fazer. Isto não é uma lei, é um regulamento. Mas nós tentamos elucidar as pessoas, para que não olhem de forma fixa ou continuada", disse Vera Al, porta-voz municipal, citada pelo espanhol "El Mundo".

As normas, que entrarão em vigor em abril deste ano, surgem depois de, em 2017, apenas 40% dos guias turísticas terem assinado um acordo voluntário onde se comprometiam a orientar os turistas no sentido de respeitar e não intimidar as trabalhadoras do sexo.

Mas, desengane-se quem pensa que dar privacidade às trabalhadoras do sexo que oferecem serviços em quartos atrás das janelas é o único objetivo do regulamento. Criar harmonia na zona mais movimentada da cidade vem logo a seguir. As novas disposições pretendem também reduzir o congestionamento da zona, onde passam cerca de 31 mil visitantes por semana. O município quer melhorar o modo como locais e turistas coabitam no "De Wallen", nome oficial do bairro, também conhecido por "Red Light District", em inglês, e "Rua Vermelha", em português.