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Turquia diz que não deixará Estado Islâmico voltar à Síria

Turquia diz que não deixará Estado Islâmico voltar à Síria

A Turquia afirmou, esta segunda-feira, que "não deixará" o grupo extremista Estado Islâmico (EI) retornar à Síria, perante a iminência de uma operação das forças de segurança turcas contra os curdos na região norte da Síria.

"A Turquia continuará a lutar contra o EI e não permitirá que volte, seja de uma forma ou de outra", disse o porta-voz da Presidência turca, Ibrahim Kalin, na rede social Twitter.

Os Estados Unidos anunciaram na noite de domingo que a Turquia lideraria "em breve" uma incursão militar no norte da Síria e que as tropas norte-americanas estacionadas no país deixariam a região antes dessa operação contra a milícia curda das Unidades de Proteção do Povo (YPG).

A Casa Branca fez este anúncio num comunicado que relatou uma conversa telefónica entre o Presidente dos EUA, Donald Trump, e seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan.

Ibrahim Kalin lembrou que o objetivo de Ancara é criar uma "zona segura" para separar a fronteira da Turquia das posições das YPG na Síria e permitir o retorno dos refugiados sírios que estão na Turquia.

As YPG lideraram a luta contra o grupo Estado Islâmico (IS), numa frente com outros aliados árabes (na Frente Democrática da Síria/SDF) com o apoio dos Estados Unidos e de outros países ocidentais, como a França.

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Mas a Turquia considera as YPG um grupo "terrorista" por causa de seus vínculos com o Partido dos Trabalhadores Curdos (PKK), uma organização curda que realiza atentados em solo turco desde 1984.

O objetivo da operação é eliminar a principal milícia curdo-síria, as YPG, e o seu braço político, o Partido da União Democrática (PYD) no território sírio a leste do rio Eufrates.

O chefe de Estado turco confirmou, esta segunda-feira, numa conferência de imprensa, que a retirada norte-americana já havia começado no nordeste da Síria, e que a intervenção militar turca pode começar a qualquer momento.

Erdogan também disse que uma reunião com Trump, que foi acordada durante a conversa por telefone, "provavelmente ocorrerá na primeira metade do próximo mês em Washington".

No seu comunicado, a Casa Branca também levantou a possibilidade de confiar à Turquia a responsabilidade dos combatentes europeus do EI, atualmente detidos na Síria pelos curdos.

Erdogan disse hoje que autoridades norte-americanas e turcas trabalharão nessa questão difícil.

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