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Crise Diplomática

Turquia recua e não vai expulsar dez embaixadores ocidentais

Turquia recua e não vai expulsar dez embaixadores ocidentais

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, recuou esta segunda-feira em relação à expulsão de dez embaixadores ocidentais, que tinha anunciado no sábado passado, ao interpretar como um pedido de desculpas um breve comunicado das representações diplomáticas envolvidas.

Termina assim a crise diplomática desencadeada por um comunicado conjunto assinado a 18 de outubro pelos embaixadores da Alemanha, Dinamarca, França, Finlândia, Holanda, Suécia, Noruega, Nova Zelândia, Canadá e Estados Unidos, em favor da "resolução justa e rápida do caso" do empresário e ativista turco Osman Kavala, na prisão desde 2017.

"O comunicado dos embaixadores atacava diretamente o nosso sistema judicial. Era um insulto aos nossos juízes e procuradores do ministério público. Não podemos aceitá-lo. Era meu dever, enquanto chefe de Estado, dar a resposta necessária", declarou Erdogan, sublinhando que "a justiça turca não recebe ordens de ninguém", num discurso proferido após uma reunião do seu Governo.

"Hoje, o novo comunicado dos mesmos embaixadores mostra que eles recuaram. Confiamos que, no futuro, serão mais prudentes", acrescentou.

"A nossa intenção não era provocar uma crise, mas proteger os direitos soberanos da Turquia", explicou o Presidente turco.

No novo comunicado, os dez países envolvidos afirmaram agir "em conformidade com a Convenção de Viena e o seu artigo 41.º", que enquadra as relações diplomáticas e proíbe qualquer ingerência nos assuntos internos de um país anfitrião.

Erdogan anunciou no sábado passado que ordenara a expulsão "o mais rápida" possível dos dez diplomatas, mas ao anúncio não se seguiu uma notificação oficial aos Estados em causa.

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