Ucrânia

Ucrânia precisa de 25,4 mil milhões de euros nos próximos dois anos

Ucrânia precisa de 25,4 mil milhões de euros nos próximos dois anos

A Ucrânia precisa de 35 mil milhões de dólares (25,4 mil milhões de euros) nos próximos dois anos e está a pedir a organização de uma conferência internacional de doadores, anunciou o ministro das Finanças interino, Iuri Kolobov.

"O montante de ajuda económica que a Ucrânia necessita pode chegar aos 35 mil milhões de dólares em 2014-2015", referiu o ministro das Finanças interino, Iuri Kolobov, num comunicado.

"Pedimos aos nossos parceiros ocidentais a concessão de um crédito, de agora a uma semana ou duas", sublinhou o ministro, sem precisar o valor do crédito solicitado.

A Ucrânia também propôs "organizar uma grande conferência internacional de doadores com a União Europeia (UE), os Estados Unidos, o FMI (Fundo Monetário Internacional) e outras organizações financeiras internacionais com o objetivo de obter fundos para a modernização e reformas na Ucrânia", acrescentou.

O presidente interino Olexandre Turchinov advertiu, no domingo, que a Ucrânia se encontra à beira de não cumprir os seus pagamentos.

"A Ucrânia está a escorregar para um precipício, está à beira de não cumprir os seus pagamentos", declarou Turchinov, denunciando que o Governo do presidente deposto, Viktor Ianukovich, e de seu primeiro-ministro, Mykola Azarov, "arruinou o país".

O parlamento ucraniano destituiu, no sábado, o presidente Viktor Ianukovich, depois dos confrontos de manifestantes com as forças de segurança na semana passada, que fizeram 82 mortos no centro de Kiev, embora a oposição fale em mais de 100 mortos.

Viktor Ianukovich, que está desaparecido desde sábado, é alvo de um mandado de prisão por "assassínio em massa", anunciou hoje o ministro do Interior interino ucraniano, Arsen Avakov.

"Uma investigação criminal contra Ianukovich e outros funcionários governamentais foi aberta a propósito da morte em massa de civis. Um mandado de prisão foi lançado para aqueles", anunciou o ministro na sua página do Facebook.

A representante da diplomacia europeia, Catherine Ashton, é esperada em Kiev no início da tarde desta segunda-feira.

Os países ocidentais já demonstraram os seus receios sobre a integridade da Ucrânia após a crise que se viveu no país na semana passada.

A UE está pronta a ajudar a Ucrânia a honrar os seus compromissos financeiros e ajudar a negociar a sua transição política, referiu o ministro das Finanças britânico, George Osborne.

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente russo Vladimir Putin já concordaram que a Ucrânia "deve instaurar rapidamente um governo capaz de agir e que a integridade territorial deve ser preservada", anunciou a chancelaria alemã.

Na terça-feira, é esperada a nomeação de um Governo interino, que ficará no poder até às eleições presidenciais, a 25 de maio.