Guerra

Ucrânia reivindica cerco a milhares de tropas russas em Donetsk

Ucrânia reivindica cerco a milhares de tropas russas em Donetsk

A Ucrânia reivindicou este sábado ter cercado milhares de soldados russos na zona da cidade de Lyman, na região de Donetsk, anexada pela Rússia, onde retomou o controlo de cinco aldeias.

"As forças russas estão cercadas em Lyman", disse o porta-voz do exército ucraniano, Sergei Cherevatiy à televisão ucraniana, citado pela agência francesa AFP.

De acordo com o porta-voz, mais de cinco mil soldados russos tinham-se entrincheirado na cidade de Lyman e arredores nos últimos dias, mas o seu número poderá ter diminuído devido aos combates ocorridos desde então.

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"Os soldados russos baseados em Lyman abordaram os seus superiores com um pedido de retirada, mas este foi rejeitado", disse o porta-voz, segundo a agência espanhola EFE.

O governador da região vizinha de Lugansk, Serguei Gaidai, escreveu nas redes sociais que os soldados russos cercados têm como opções "fugir, morrer juntos ou render-se", noticiou a AFP.

O porta-voz do exército ucraniano disse que as tropas de Kiev recuperaram o controlo de cinco aldeias em redor de Lyman, aumentando a pressão sobre os soldados russos que se encontram encurralados.

"As medidas de estabilização continuam aí", afirmou, segundo a EFE. O mesmo porta-voz disse que quase todas as rotas de fuga ou de fornecimento de munições das forças russas na zona estão bloqueadas.

As informações sobre a guerra na Ucrânia divulgadas pelas duas partes não podem ser verificadas de imediato por fontes independentes.

Donetsk, no Donbass, é uma das quatro regiões anexadas pela Rússia na sexta-feira, após referendos realizados em tempo de guerra, cuja legitimidade não foi reconhecida pela Ucrânia nem pela comunidade internacional.

Além de Donetsk, o Presidente russo, Vladimir Putin, formalizou a anexação de Lugansk, também no Donbass, Kherson e Zaporijia (sul).

A Rússia já tinha anexado a península ucraniana da Crimeia em 2014, também após um referendo realizado sob ocupação militar.

Na sexta-feira, um alto funcionário separatista pró-russo admitiu que os russos estavam a lutar em Lyman no limite, numa situação que descreveu como difícil, segundo a AFP.

Depois de Moscovo ter reivindicado o controlo do leste da Ucrânia, no âmbito da ofensiva iniciada em 24 de fevereiro deste ano, as forças ucranianas lançaram uma contraofensiva nas últimas semanas, que lhes permitiu recuperar parte do território.

O exército ucraniano fez ganhos territoriais significativos na região de Kharkiv, a noroeste de Donetsk, onde Lyman está localizado.

As forças ucranianas também estão a tentar avançar na região de Donetsk, onde os russos estão a resistir, segundo a AFP.

A Ucrânia tem recebido armamento dos aliados ocidentais, que terá sido decisivo para a contraofensiva lançada pelas suas forças.

Devido aos reveses militares na Ucrânia, Putin decretou, em 21 de setembro, uma mobilização parcial que abrange 300.000 reservistas.

Desde então, milhares de russos fugiram para países vizinhos para escapar à mobilização.

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