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Ucranianos de mãos dada para se unirem à Europa

Ucranianos de mãos dada para se unirem à Europa

Milhares de ucranianos deram as mãos, esta sexta-feira, para formar um cordão humano que ligou simbolicamente o país à União Europeia, depois de o presidente Viktor Ianukovitch ter recusado assinar um acordo de associação com a UE.

Com bandeiras da Ucrânia e da União Europeia e gritando "A Ucrânia é Europa", os manifestantes formaram um cordão humano a começar na Praça da Independência, em Kiev, e que se estendeu por uma das principais avenidas da capital na direção do ocidente.

"Dezenas de milhares de pessoas deram as mãos em todas as cidades, de Kiev até à fronteira ocidental", disse Aleksandr Pakhalchuk, citado pela agência France Presse.

Na cidade de Lviv (oeste), 20.000 manifestantes deram as mãos e cerca de 100 deles atravessaram mesmo a fronteira com a Polónia, para estender o cordão humano até território europeu, segundo um dos organizadores.

Diferenças históricas e linguísticas dividem tradicionalmente a Ucrânia entre uma parte leste pró-russa e uma parte oeste pró-europeia.

Os manifestantes pró-europeus, muitos deles jovens, saíram hoje às ruas pelo sexto dia consecutivo, depois de Ianukovitch ter recusado, a dias da data prevista, assinar um acordo de associação com a UE, um primeiro passo para uma futura adesão que teria simbolizado uma fratura histórica com a Rússia.

A oposição acusou Ianukovitch de trair o interesse nacional e exigiu a sua demissão.

"Hoje, Ianukovitch envergonhou a Ucrânia perante o mundo inteiro", disse à imprensa o líder opositor e campeão de boxe ucraniano Vitali Klitschko, à margem da Cimeira de Vilnius (Lituânia), em que estava prevista a assinatura do acordo.

"A Cimeira de Vilnius demonstrou a total incompatibilidade de Ianukovitch com os líderes europeus no que diz respeito a valores, padrões e atitudes", acrescentou.

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