Repressão

UE assinala "marco vergonhoso" de um milhar de presos políticos na Bielorrússia

UE assinala "marco vergonhoso" de um milhar de presos políticos na Bielorrússia

A União Europeia assinalou esta quinta-feira o que classifica como o "marco vergonhoso" de um milhar de prisioneiros políticos na Bielorrússia e garantiu que vai continuar a trabalhar pela justiça para as vítimas e responsabilização dos perpetradores.

"O número de prisioneiros políticos na Bielorrússia já atingiu os 1000, e continua a crescer. Este marco vergonhoso espelha a repressão contínua do regime de [Alexander] Lukashenko contra a sua própria população", lê-se num comunicado publicado pelo Serviço Europeu de Ação Externa.

Notando que, "além disso, muitos milhares de manifestantes fugiram do país para evitar a perseguição", o corpo diplomático europeu, liderado pelo Alto Representante Josep Borrell, observa que, "na atual Bielorrússia, o espaço da oposição política democrática e das atividades dos meios de comunicação livres e independentes foi drasticamente fechado".

"O regime de Lukashenko continua a deter e a prender pessoas em condições terríveis, expondo-as a maus-tratos e torturas e condenando-as a longas penas de prisão em julgamentos políticos conduzidos à porta fechada", prossegue, acrescentando que "a defesa legal dos presos políticos tornou-se perigosa, com mais de 40 advogados a darem conta de que tiveram as suas licenças revogadas".

"A Bielorrússia deve aderir aos seus compromissos e obrigações internacionais no seio da ONU e da OSCE. A UE reitera a sua exigência de libertação imediata e incondicional de todos os prisioneiros políticos. A UE continuará a trabalhar em prol da justiça para as vítimas e da responsabilização dos perpetradores", conclui o comunicado.

Na sequência da reeleição de Lukashenko nas eleições presidenciais de 9 de agosto de 2020, consideradas fraudulentas pela oposição e por vários países ocidentais, a União Europeia tem criticado os esforços do regime bielorrusso para silenciar as vozes críticas e aprovou sanções contra responsáveis e entidades do país.

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