Terrorismo

UE financia ajuda humanitária a Moçambique com quase 7,9 milhões

UE financia ajuda humanitária a Moçambique com quase 7,9 milhões

A União Europeia (UE) vai enviar quase 7,9 milhões de euros para responder à crise humanitária causada pelo terrorismo no norte de Moçambique, num pacote de 24,5 milhões para a África Austral e região do Oceano Índico.

A ajuda humanitária da UE a Moçambique, num financiamento de 7,86 milhões de euros, "procura dar uma resposta às consequências humanitárias do conflito no norte" do país, segundo um comunicado da Comissão Europeia.

Com a deterioração da situação de segurança na província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, a UE está a apoiar as pessoas vulneráveis deslocadas e afetadas com abrigo, alimentação, proteção e acesso a cuidados de saúde.

A frágil situação humanitária continua a deteriorar-se, recorda o executivo comunitário, sendo que a escalada da violência deslocou internamente mais de 670 mil pessoas.

Estima-se que pelo menos 1,3 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária imediata.

Além de Moçambique, o Zimbabué e Madagáscar são países que Bruxelas considera necessitarem de ajuda específica para, no primeiro caso, responder à pandemia da covid-19 e, no segundo, a combater a fome.

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Além disso, a persistência de condições secas, provocada por chuvas abaixo da média em grandes partes do sudeste de África, minou a segurança alimentar e os meios de subsistência de quase 16 milhões de pessoas.

O atual período de seca afeta são Angola, Essuatíni, Lesoto, Madagáscar, Maláui, Moçambique, Namíbia, Zâmbia e Zimbabué.

A violência desencadeada há mais de três anos na província de Cabo Delgado ganhou uma nova escalada há cerca de duas semanas, quando grupos armados atacaram pela primeira vez a vila de Palma, que está a cerca de seis quilómetros dos multimilionários projetos de gás natural.

Os ataques provocaram dezenas de mortos e obrigaram à fuga de milhares de residentes de Palma, agravando uma crise humanitária que atinge cerca de 700 mil pessoas na província, desde o início do conflito, de acordo com dados das Nações Unidas.

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