Condenação

UE pede à China libertação imediata da jornalista que reportou surto em Wuhan

UE pede à China libertação imediata da jornalista que reportou surto em Wuhan

A União Europeia pediu à China, esta terça-feira, a libertação imediata da jornalista independente Zhang Zhan, condenada a quatro anos de prisão, assim como de várias pessoas detidas pelo seu ativismo em defesa dos direitos humanos.

Zhang foi condenada a quatro anos de prisão, esta segunda-feira, por "provocar contendas e problemas" durante a cobertura nas redes sociais do início da pandemia de covid-19 em Wuhan, na China, referiu o advogado.

"Antes de ser presa, Zhang tinha relatado a pandemia de coronavírus em Wuhan", disse o porta-voz da política externa da UE, Peter Stano, em comunicado.

Na nota, Stano observou que, de acordo com "fontes confiáveis, Zhang foi submetida a tortura e maus-tratos durante a sua detenção e a sua saúde piorou seriamente. É fundamental que ela receba a assistência médica adequada".

Bruxelas também exigiu a libertação de Yu Wensheng, um advogado defensor dos direitos humanos, preso a 13 de dezembro.

"A União Europeia pede a libertação imediata de Zhang Zhan, de Yu Wensheng e de outros defensores dos direitos humanos detidos e condenados", disse o comunicado. A nota menciona os ativistas "Li Yuhan, Huang Qi, Ge Jueping, Qin Yongmin, Gao Zhisheng, Ilham Tohti, Tashi Wangchuk, Wu Gan e Liu Feiyue".

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A preocupação de Bruxelas sobre o destino desses ativistas chineses e jornalistas independentes foi tornada pública, apesar do impulso da UE para assinar um grande acordo de investimento com a China.

Vários eurodeputados manifestaram a sua preocupação com o facto de o acordo, negociado ao longo de sete anos, enviar um sinal equívoco relativo aos direitos humanos. Na véspera, porém, os representantes permanentes dos 27 países da UE deram sinal verde à assinatura do acordo.

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