Conflito armado

UE preocupada com nova escalada de violência na Ucrânia

UE preocupada com nova escalada de violência na Ucrânia

A União Europeia está preocupada com a nova escalada de violência na Ucrânia, criticando o reforço da presença militar nas regiões separatistas do território e apelando à "contenção" das partes.

"As últimas informações da missão especial de monitorização da OSCE [Organização para a Segurança e Cooperação na Europa] na Ucrânia referem a presença, em áreas separatistas, de carregamentos de armamento pesado, tanques e tropas sem insígnias, movimentando-se para ocidente, o que representa um desenvolvimento de grande preocupação", assinala a chefe da diplomacia da UE, Federica Mogherini, em comunicado.

A ex-chefe da diplomacia italiana, que assumiu o cargo de alta representante para a Política Externa e de Segurança Comum da UE a 1 de novembro, defende como "imperativo" que se ponha fim à nova escalada de hostilidades, apelando à "contenção" de todas as partes.

O cessar-fogo assinado a 5 de setembro entre o governo de Kiev e os grupos separatistas pró-Rússia devem ser respeitados, bem como o objetivo de "encontrar uma solução pacífica e sustentada, no respeito pela independência, soberania e integridade territorial da Ucrânia", vinca.

Em causa estão os intensos confrontos envolvendo disparos de artilharia pesada que se registaram de madrugada em Donetsk, reduto dos separatistas pró-russos no Leste da Ucrânia.

Dirigindo-se especificamente à Rússia, Federica Mogherini pediu-lhe que assuma as suas responsabilidades, incluindo na "prevenção de qualquer novo movimento militar, como movimentos de tropas, armamento ou qualquer outro equipamento em território ucraniano".

Uma semana depois das eleições organizadas nas regiões separatistas, com a oposição do governo ucraniano e da comunidade internacional, as hostilidades não dão sinal de estar perto do fim, num conflito que, segundo as Nações Unidas, dura.

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