Bielorrússia

UE quer investigação internacional sobre desvio de avião para Minsk

UE quer investigação internacional sobre desvio de avião para Minsk

A União Europeia defendeu, esta segunda-feira, a realização de uma investigação internacional sobre o desvio e aterragem forçada de um avião civil na Bielorrússia para deter um opositor, um incidente cujas consequências, incluindo sanções, serão discutidas em Bruxelas.

"A UE considerará as consequências desta ação, incluindo a adoção de medidas contra os responsáveis", disse o alto representante para a Política Externa da União Europeia (UE), Josep Borrell, numa declaração em que pediu também a "libertação imediata" do jornalista e opositor Roman Protasevich.

"Ao levar a cabo este ato coercivo, as autoridades bielorrussas puseram em risco a segurança dos passageiros e da tripulação. Deve levar-se a cabo uma investigação internacional sobre este incidente para determinar qualquer incumprimento das normas de aviação internacional", disse Borrell.

Também o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, considerou no domingo que o desvio do avião é "um incidente sério e perigoso que requer investigação internacional".

A Organização da Aviação Civil Internacional (OACI) manifestou na rede social Twitter a sua "profunda preocupação pela aterragem aparentemente forçada" do avião, algo que poderá violar as normas da Convenção de Chicago.

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Para a UE "esta é outra tentativa flagrante das autoridades bielorrussas de silenciar todas as vozes da oposição".

Desde o início dos protestos na antiga república soviética, em agosto, centenas de jornalistas foram detidos e quase 20 estão ainda presos.

O país foi considerado o lugar mais perigoso da Europa para a imprensa pelos Repórteres sem Fronteiras.

As autoridades bielorrussas detiveram o jornalista Roman Protasevich no domingo, depois de o presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, ter ordenado que o voo da companhia aérea Ryanair de Atenas para Vilnius, capital da Lituânia, fosse desviado para o aeroporto de Minsk.

O incidente foi acrescentado à agenda da reunião extraordinária antes convocada pelo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, para 25 de maio inicialmente para falar de covid-19, Rússia e das alterações climáticas.

A reunião foi depois ampliada para dia 24 e aos temas foi acrescentada a aplicação dos acordos com o Reino Unido.

À agenda da reunião já tinha sido acrescentado o conflito no Médio Oriente e o tema das migrações após a crise em Ceuta, onde mais de oito mil migrantes entraram ilegalmente.

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