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Um morto e seis feridos em greve geral na República Dominicana

Um morto e seis feridos em greve geral na República Dominicana

Uma pessoa morreu e outras seis ficaram feridas em vários incidentes na República Dominicana, durante uma greve geral de 24 horas, convocada por forças partidárias e grupos populares contra a política económica e fiscal do Governo.

Anderson Parra Cruceta, de 32 anos, foi morto a tiro, na boca, enquanto filmava com o telemóvel os violentos confrontos entre a polícia e os manifestantes encapuzados em Villa Faro, no município Santo Domingo Este.

Além da morte de Anderson Parra Cruceta, na capital dominicana há ainda registo de um ferido, Fátima Casado Batista, de 47 anos.

Um jovem de 16 anos e um agente da polícia foram feridos na cidade de Barahona, a mais de 200 quilómetros de Santo Domingo.

Outros três jovens foram feridos num bairro do município de Haina, a 20 quilómetros da capital dominicana.

A greve geral de 24 horas foi considerada um "êxito" pela organização, que reclama a redução dos preços dos alimentos, medicamentos e combustíveis e um aumento de 35 por cento dos salários dos funcionários públicos, incluindo militares e polícias.

Os grevistas pedem ainda ao Governo que invista quatro por cento do Produto Interno Bruto (PIB) na educação, tal como ordena a constituição do país, e rejeitam os aumentos fiscais sobre a electricidade.

Fidel Santana, um dos responsáveis da convocatória da greve geral, adiantou em conferência de imprensa, que será dado um "compasso de espera" às autoridades até 14 de Agosto, e decidir-se-á depois que tipo de acção deverá ser adoptada, caso o Governo não responda aos apelos.

Não obstante, anunciou cinco marchas simultâneas e uma concentração para o dia 28 de Julho em seis cidades do país.

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