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Um morto e quatro feridos em ataques com arma branca em igrejas espanholas

Um morto e quatro feridos em ataques com arma branca em igrejas espanholas

Uma pessoa morreu e outras quatro pessoas ficaram feridas, esta quarta-feira, num ataque em igrejas em Algeciras, no sul de Espanha, depois de agredidas com uma arma branca por um homem que já foi detido, segundo as autoridades espanholas.

O homem dirigiu-se a pelo menos duas igrejas no centro de Algeciras e, com gritos de "Alá", atacou várias pessoas com uma arma semelhante a uma catana, tendo uma delas, um sacristão, morrido, segundo autoridades espanholas e relatos divulgados pelos meios de comunicação social. Outra das pessoas atacadas, um padre, ficou ferido com gravidade, segundo as mesmas fontes.

O ataque ocorreu por volta das 20 horas locais (19 horas em Lisboa) e, segundo o Ministério Público espanhol, está a ser investigado como "alegadamente terrorista".

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A Conferência Episcopal espanhola, que representa os bispos do país, lamentou o ataque em igrejas de Algeciras, em que morreu uma pessoa e outras quatro ficaram feridas. "Recebi com dor a notícia dos acontecimentos em Algeciras. Nestes momentos tristes de sofrimento, unimo-nos à dor da família das vítimas e da diocese", escreveu num comunicado o presidente da Conferência Episcopal espanhola, Francisco García Magán, que é também bispo auxiliar de Toledo. O bispo desejou ainda a "rápida recuperação dos feridos".

Também a comunidade islâmica em Espanha condenou o ataque em igrejas de Algeciras. A Comissão Islâmica de Espanha "expressa o seu mais sentido pêsame e apoio às vítimas do atentado em duas igrejas de Algeciras", disse o líder desta entidade, que representa as comunidades religiosas islâmicas que vivem no país, sendo interlocutora reconhecida pela Estado espanhol. O líder desta comissão, Mohamed Ajan, acrescentou que qualquer crente deve sentir que quando está num local de culto "está num oásis de paz que não deve ser perturbado por nenhum motivo" e disse acreditar que "o agressor será colocado perante a justiça" e esperar que o ataque "não vai perturbar a paz social no município de Algeciras".

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