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Uma arma verdadeira que parece um brinquedo da Lego

Uma arma verdadeira que parece um brinquedo da Lego

"Um sonho de criança a tornar-se realidade", diz a empresa norte-americana que criou o protótipo de uma arma verdadeira com peças de Lego. Irresponsável e perigoso, dizem os defensores do controlo de armas de fogo. A Lego já exigiu que seja cancelado.

"Aqui está um daqueles sonhos de infância a tornar-se realidade, o protótipo Block19, sim, é possível construir com peça da Lego", refere a Culper Precision, empresa do Utah, nos Estados Unidos, a propósito de uma arma verdadeira composta "por peças diversas e um sabre de luz vermelho" que em tudo se assemelha a um brinquedo.

"Nós colamos tudo e, surpreendentemente, [este protótipo] sobreviveu a um pouco mais de 1500 rodadas em modo automático" num evento de tiro realizado em meados de junho, acrescenta a empresa, que justifica esta personalização de uma arma Glock para "potenciar o puro prazer dos desportos de tiro".

Mas a fabricante dinamarquesa dos famosos blocos de construção Lego já exigiu por escrito à empresa norte-americana que pare a produção desta arma.

Para os defensores do controlo de armas, a Block19 é um projeto irresponsável e perigoso. Shannon Watts, do grupo "Everytown for Gun Safety", critica a empresa do Utah dizendo que há risco de as crianças serem atraídas a usar armas de fogo "mesmo quando as armas não parecem brinquedos".

A Culper Precision fez saber, em comunicado, que decidiu lançar a Block19 para mostrar que as armas são "para todos" e que "possuir [uma arma] e disparar com responsabilidade é uma atividade realmente agradável".

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Acrescenta ainda que a arma só poderá ser comprada por quem está legalmente autorizado.

Brandon Scott, presidente da Culper Precision, disse ao jornal "Washington Post" que, após reunir com o seu advogado, decidiu cumprir a exigência da Lego e não avançar com a produção da Block19.

Nos Estados Unidos é ilegal produzir brinquedos que se parecem com armas reais, mas a lei não é explícita para prevenir a possibilidade de fabricantes criarem armas que parecem brinquedos. No ano passado, mais de 140 pessoas morreram em incidentes com armas de fogo no país.

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