Estado grave

Uma das líderes da oposição na Bielorrússia hospitalizada nos cuidados intensivos

Uma das líderes da oposição na Bielorrússia hospitalizada nos cuidados intensivos

Uma das figuras de destaque da oposição bielorrussa Maria Kolesnikova, que cumpre uma pena de 11 anos de prisão, foi hospitalizada em estado grave, nos cuidados intensivos, adiantaram, esta terça-feira, os seus apoiantes, segundo a AFP.

"Maria foi hospitalizada em reanimação, em Gomel", no sudeste da Bielorrússia, adiantou hoje em comunicado o gabinete de imprensa de Viktor Babaryko, outro opositor bielorrusso preso, de quem Kolesnikova era o braço direito.

De acordo com o comunicado, Kolesnikova, de 40 anos, foi hospitalizada na segunda-feira numa unidade cirúrgica, antes de ser transferida para os cuidados intensivos.

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"Notícias terríveis! Nossa querida Macha (diminutivo de Maria), esperamos todos que vais ficar bem", escreveu, por seu lado, na rede social Telegram, a líder da oposição bielorrussa no exílio, Svetlana Tikhanovskaia.

Figura de destaque da contestação ao regime bielorrusso de Alexander Lukashenko no verão de 2020, Maria Kolesnikova foi condenada em setembro de 2021 a 11 anos de prisão, depois de ter sido considerada culpada de "conspiração para tomar o poder", de "apelos à ação contra a segurança nacional" e de "criação de uma organização extremista".

Kolesnikova foi encarcerada em setembro de 2020 depois de resistir a uma tentativa de expulsão do seu país.

De acordo com fontes próximas da opositora, os serviços especiais bielorrussos (KGB) sequestraram-na e conduziram-na à fronteira com a Ucrânia obrigando-a a usar um saco na cabeça, tendo Kolesnikova recusado deixar a Bielorrússia. Saltou de uma janela e rasgou o seu passaporte, o que determinou a sua prisão.

Kolesnikova é uma das três mulheres que ascenderam à liderança do movimento de contestação na Bielorrússia, a par de Svetlana Tikhanovskaia, candidata à presidência do país no lugar do marido preso, e Veronika Tsepkalo.

As duas últimas fugiram do país, devido à pressão das autoridades.

O movimento de contestação, que juntou dezenas de milhares de manifestantes no verão de 2020, foi progressivamente reprimido, com milhares de detenções, exílios forçados e prisões de opositores, de elementos da comunicação social e organizações não-governamentais.

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