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União Europeia avança com sanções à Bielorrússia

União Europeia avança com sanções à Bielorrússia

Os chefes de diplomacia da União Europeia (UE) acordaram esta sexta-feira impor sanções ao regime de Minsk na sequência das eleições presidenciais de domingo passado, visando os responsáveis pela alegada fraude nos resultados e pela repressão violenta das manifestações.

A decisão de desencadear o processo de instauração de novas sanções contra dirigentes da Bielorrússia foi tomada durante uma reunião extraordinária dos chefes de diplomacia dos 27, realizada esta sexta-feira por videoconferência, e anunciada pelo Alto Representante da UE para a Política Externa, Josep Borrell, na sua conta oficial na rede social Twitter.

"A UE não aceita os resultados das eleições. Começam os trabalhos para sancionar os responsáveis pela violência e falsificação" dos resultados, escreveu o chefe da diplomacia europeia, que na passada quarta-feira decidiu convocar este Conselho extraordinário, sobretudo face ao agravamento da repressão das manifestações que têm ocorrido um pouco por toda a Bielorrússia a contestar os resultados oficiais das eleições.

Com a "luz verde" dada esta sexta-feira pelos 27, terá início o processo para selecionar os responsáveis a serem sancionados, isto depois de a UE ter levantado em 2016 a maior parte das sanções contra o regime de Minsk por considerar que estavam a ser dados "passos positivos".

Desde o passado domingo que a Bielorrússia é palco de uma onda de protestos contra a reeleição do Presidente, Alexander Lukashenko, que muitos, incluindo a UE, consideram fraudulenta.

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