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União Europeia: Ucrânia faz parte da "família" mas não do "clube"

União Europeia: Ucrânia faz parte da "família" mas não do "clube"

A Ucrânia saiu como entrou da cimeira da União Europeia. Pertence à "família", mas não ao "clube". Para lá chegar terá de fazer um longo caminho - "levará anos", notou o primeiro-ministro holandês Mark Rutte. Se o encontro de Versalhes, em França, vier a ser considerado "histórico", será mais pela mudança de rumo radical nas políticas de defesa e energéticas, que estão em cima da mesa neste segundo dia, do que pela resposta ao pedido ucraniano. Não haverá atalhos para a adesão.

A declaração final lida por Charles Michel, presidente do Conselho Europeu, quando o relógio marcava as três da madrugada desta sexta-feira, era praticamente igual ao rascunho que o jornal online "Politico" revelou algumas horas antes do início da reunião. A UE reconhece as "aspirações" da Ucrânia, inclui o país na "família europeia", e até já pediu à Comissão que se pronuncie. Mas que o faça "em conformidade" com o que está nos tratados.

Uma linguagem burocrática que, na verdade, deixa claro que não haverá um atalho para a adesão da Ucrânia à União Europeia, como tinha sido expressamente pedido pelo seu presidente, Volodymyr Zelensky. Como refere o enviado do jornal espanhol "El País", citando o primeiro-ministro croata Andrej Plenkovicos, os ucranianos não saem da cimeira nem sequer com o estatuto de candidato.

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