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United Airlines arrasta pelo chão passageiro de avião sobrelotado

United Airlines arrasta pelo chão passageiro de avião sobrelotado

A companhia aérea norte-americana United Airlines está a receber duras críticas pela conduta "violenta" que teve para com um passageiro que seguia a bordo de um avião sobrelotado e que se recusou a ceder o lugar, antes da descolagem.

O incidente ocorreu este domingo à noite, no Aeroporto Internacional de O'Hare, em Chicago, quando a equipa da companhia aérea informou os passageiros de que tinham sido vendidos bilhetes a mais, tendo em conta a capacidade o avião.

Segundo a estação de televisão "Sky News", os assistentes de bordo pediram que quatro passageiros tomassem a iniciativa de abandonar os respetivos lugares voluntariamente, de forma a cederem espaço a trabalhadores da United Airlines que, este domingo, fez uma promoção especial que incluía voo e estadia em hotel a 800 dólares (755 euros).

Perante a falta de colaboração dos passageiros, a companhia escolheu quatro pessoas de forma aleatória para desembarcarem da aeronave. Um dos passageiros selecionados recusou-se a sair do avião, levando à intervenção de três seguranças do aeroporto que acabaram por o remover à força do lugar.

Vários vídeos gravados no momento por outros passageiros mostram o homem a ser violentamente retirado do assento e arrastado pelo chão do avião até à porta de saída.

As imagens sugerem que o homem tenha batido com a cabeça no apoio de mão do lugar onde estava sentado antes de ter caído. Testemunhas no local disseram até que o passageiro - que surge ensanguentado em alguns vídeos - parecia "desorientado" ou mesmo "inconsciente" enquanto estava a ser arrastado.

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O diretor executivo da companhia aérea já respondeu ao sucedido no Twitter, onde se levantou uma onda de revolta e consternação. Oscar Munoz pediu desculpas pelo sucedido e garantiu que vai investigar o caso e "resolver a situação" junto do passageiro agredido.

Esta é a segunda vez em poucas semanas que a United Airlines se vê envolvida em polémicas. No mês passado, a companhia impediu duas jovens de entrarem num voo por estarem a usar "leggings", vestuário considerado "inapropriado".

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