Ensaio

Dois voluntários da vacina da AstraZeneca desenvolveram sintomas neurológicos

Dois voluntários da vacina da AstraZeneca desenvolveram sintomas neurológicos

A AstraZeneca deu conta de um segundo participante que desenvolveu sintomas graves depois de ter recebido a vacina experimental. Mas, assegura a empresa, a relação de causalidade é improvável.

A farmacêutica AstraZeneca, que está a desenvolver uma vacina contra a covid-19, em parceria com a Universidade de Oxford, informou que uma segunda voluntária desenvolveu uma reação inesperada depois de ter recebido a vacina experimental. A pessoa em causa mostrou "sintomas neurológicos sem explicação" na terceira fase do ensaio, avança o "The New York Times".

O ensaio clínico em questão foi interrompido há alguns dias, depois de outra voluntária ter desenvolvido mileite transversa (doença neurológica causada por um processo inflamatório da medula espinhal). Na altura, a empresa britânica esclareceu que a suspensão visava a realização de uma análise ao caso. Os estudos foram retomados no Reino Unido, Brasil, Índia e África do Sul, mas ainda estão em pausa nos EUA.

Os especialistas estão particularmente preocupados com os testes da vacina da farmacêutica britânica, que começaram em abril no Reino Unido, por causa da recusa da empresa em fornecer detalhes sobre as doenças neurológicas graves detetadas nas duas participantes, ambas mulheres.

Por seu turno, a empresa prometeu transparência e enfatizou que, em ambos os casos, os problemas de saúde detetados não tiveram relação com a vacina, como foi verificado numa "revisão independente". "Foi considerado pouco provável que estas doenças tenham estado associadas à vacina", havendo "evidências insuficientes para afirmar com certeza se as doenças estiveram ou não relacionadas com a vacina", assegurou a AstraZeneca.

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