Covid-19

Vacinação, controlo de entradas e teletrabalho. A estratégia de França para não voltar a confinar

Vacinação, controlo de entradas e teletrabalho. A estratégia de França para não voltar a confinar

O primeiro-ministro francês, Jean Castex, disse esta quinta-feira que um novo confinamento só deverá acontecer "em último recurso", mas o Governo acelera a estratégia de vacinação, reforça os controlos e entradas em França e declara que o teletrabalho "deve ser regra".

"Um novo confinamento não é algo que desejemos, a não ser em último recurso. A situação não o justifica atualmente: temos um alto nível de incidência, mas é inferior aos níveis que tivemos em outubro", disse o primeiro-ministro em conferência de imprensa sobre a evolução da pandemia no país.

A situação em França "continua preocupante", segundo o governante, e a França não tenciona "baixar a guarda", prevendo vacinar todos os residentes nos lares até ao fim da próxima semana com a primeira dose e a segunda dose até ao fim do mês. Foram ainda abertas 500 mil marcações para vacinação para idosos com mais de 75 anos ou de 65 anos com fatores de risco e até março serão abertas mais 1,2 milhões de marcações.

Até agora, já foram vacinadas 1,5 milhões de pessoas em França e são administradas cerca de 100 mil doses por dia.

O ministro da Saúde, Olivier Véran, que também participou na conferência de imprensa, assegurou que a vacinação com a nova vacina AstraZeneca vai começar a ser administrada aos profissionais de saúde com menos de 65 anos - já que também em França esta vacina foi aprovada, mas aconselhada apenas para pessoas com idade inferior a 65 anos.

O Governo francês vai ainda continuar a reforçar o controlo das deslocações durante o período de recolher obrigatório entre as 18 horas e as 6 horas em todo o território e também as entradas e saídas do país que são sujeitas à verificação de um motivo "imperativo" que seja por avião, carro ou comboio.

O teletrabalho deve intensificar-se, já que depois de novembro muitas empresas voltaram a exigir a presença dos trabalhadores. A ministra do Trabalho francesa, Elisabeth Borne, pediu às empresas que o teletrabalho "seja a regra".

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Mesmo se o confinamento não é a resposta do Governo para todo o território, a ilha da Maiote, ao largo de Madagáscar, vai entrar num novo confinamento de pelo menos três semanas devido ao aumento do número de casos nas últimas duas semanas.

Até agora, morreram em França 77.595 pessoas devido ao vírus e foram confirmados 3.251.160 casos.

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