Polónia

Varsóvia rejeita sistema antimísseis de Berlim e diz que deveria ir para Kiev

Varsóvia rejeita sistema antimísseis de Berlim e diz que deveria ir para Kiev

O Governo polaco rejeitou, esta quinta-feira, um sistema antimísseis oferecido pela Alemanha, dizendo que deveria ser dado à Ucrânia, uma proposta que não é válida para Berlim, porque aumentaria o envolvimento da NATO no conflito russo-ucraniano.

A resposta da Polónia à oferta alemã foi recebida pela Ucrânia, que está desesperada para proteger o seu espaço aéreo, enquanto bombardeamentos russos danificam as estruturas de energia em todo o país.

Mas, entretanto, a ministra da Defesa da Alemanha, Christine Lambrecht, salientou que a utilização dos sistemas de defesa da NATO fora do seu território precisa ser acordada por todos os Estados-membros.

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"É importante para nós que a Polónia possa contar com aliados para que haja apoio entre todos, mesmo em tempos difíceis", disse Lambrecht à imprensa em Berlim.

"É por isso que nos oferecemos para apoiar o policiamento aéreo e os [mísseis] Patriot, que fazem parta de uma defesa aérea integrada da NATO, ou seja, destinam-se ao território da NATO. Se foram usados fora da área da NATO, isso deve ser previamente acordado com a NATO e com os aliados", acrescentou.

Na Polónia, os críticos do partido populista no poder acusaram-no de sacrificar a segurança do país com uma guerra vizinha na Ucrânia em prol de um combate político doméstico que explora o sentimento antialemão para lucros de curto prazo.

"Esta proposta afeta a credibilidade da Polónia e, pior de tudo, a sua segurança. Os alemães recebem um sinal claro de que não queremos a ajuda deles, o potencial de defesa do céu polaco vai ser menor. Na pior guerra na Europa desde 1945, este é um erro imperdoável", escreveu o vice-editor diário Rzeczpospolita, Michal Szuldrzynski.

O partido populista no poder da Polónia, que vai enfrentar eleições no próximo outono e que vê a sua popularidade prejudicada devido a uma inflação de 18%, vem a intensificar a sua mensagem antialemã -- que há muito faz parte da sua retórica.

Após a invasão russa da Ucrânia, a NATO reforçou as suas defesas ao longo do seu flanco oriental, incluindo a Polónia, enquanto Varsóvia trabalhou para fortalecer as suas forças armadas com a aquisição de armas.

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