Covid-19

Venda de armas nos EUA disparam para o segundo valor mais elevado de sempre

Venda de armas nos EUA disparam para o segundo valor mais elevado de sempre

Os americanos compraram cerca de dois milhões de armas em março, de acordo com dados recolhidos pelo "New York Times" (NTY). Este é o segundo valor mais elevado desde 1998.

Os anteriores picos ocorreram quando Obama foi reeleito presidente, em 2013, e após o massacre na escola primária de Sandy Hook, em Newton, Connecticut, em dezembro de 2012, que levou a vários apelos para um maior controlo na venda de armas.

O clima de grande agitação social devido ao surto do novo coronavírus e a preocupação de que o Governo limite a compra de armas está a provocar, desde o mês passado, uma corrida desenfreada às lojas. De acordo com o jornal americano, já em dezembro de 2015 as vendas tinham disparado quando Obama tentou dificultar a compra de armas após um outro massacre, o de San Bernardino, Califórnia.

"As pessoas estão nervosas por haver uma certa quantidade de desordem civil que pode ocorrer se um grande número de pessoas estiver doente e se um grande número de instituições não estiver a funcionar normalmente", adiantou ao NYT Timothy Lytton, professor de direito da Georgia State University e especialista em indústria de armas.

O fenómeno têm-se verificado, sobretudo, nos estados mais atingidos pelo surto, como é o caso da Califórnia, Nova Iorque ou Washington, mas ganhou força também nas regiões menos afetadas. Segundo o mesmo jornal, em Utah, as vendas quase triplicaram. E no Michigan mais que triplicaram.

A corrida às armas de fogo já levou as autoridades locais a debater se as lojas de armas deveriam ser temporariamente fechadas. O governo federal acabou por determinar que estes espaços são essenciais, a par das farmácias, postos de gasolina e supermercados.

Este crescimento induzido pelo pânico em resposta à Covid-19 tem gerado, aliás, alguma preocupação entre os especialistas que alertam para outras consequências não intencionais, como o aumento de mortes de crianças provocadas por armas que estejam em casa.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, já infetou mais de um milhão de pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 51 mil.

Dados oficiais sobre a pandemia a nível mundial indicam que os Estados Unidos são o que contabiliza mais infetados (234.462).

Quanto ao número de mortos, depois da Itália, Espanha e China, surgem os Estados Unidos, com 5607 mortes.