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Venezuelanos exigem fim da repressão

Venezuelanos exigem fim da repressão

As ruas de Caracas encheram-se, este sábado, com uma multidão, numa manifestação convocada pela Mesa da Unidade Democrática, de Henrique Capriles, opositor de Nicolás Maduro nas últimas eleições presidenciais.

"Hão-de me ver a fazer tudo o que tenha a fazer para ver-te (Leopoldo López) na rua", afirmou Capriles, numa referência ao líder da oposição detido dias atrás.

Acompanhado pela esposa de López, Capriles disse. "Somos amantes da paz, mas jamais nos poremos de joelhos frente aos corruptos". Referiu-se, ainda, aos estudantes mortos e torturados e ao povo que faz filas para comprar bens alimentares e indagou: "Até quando teremos de ligar a televisão e ouvir dizer que os estudantes, os que fazem filas e se queixam são fascistas?".

Antes da manifestação convocada pela oposição, milhares de mulheres "chavistas" tinham participado numa caminhada, pelas ruas de Caracas, convocada por Maduro e em seu apoio.

Apelo aos EUA

O presidente da Venezuela desafiou o seu homólogo norte-americano, Barack Obama,a um "diálogo de alto nível" entre os dois Governos. Nicolás Maduro acentuou, no entanto, que tal diálogo será "difícil e conflituoso". "Todas as conversações e relações com os Estados Unidos, de um país que queira ser livre, serão sempre conflituosas, difíceis, mas os conflitos - aprendeu a humanidade - há que os gerir pelas política e diplomacia", sublinhou Maduro.

O presidente venezuelano revelou, em conferência de imprensa, que mandou investigar alguns membros do seu Governo, sob suspeita de estarem a conspirar num golpe de Estado.

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Entretanto,voltou a conceder as credenciais de trabalho aos jornalistas da estação CNN. A própria estação fez saber que Maduro havia dito aos repórteres que poderiam continuar a trabalhar no país. Recorde-se que, na véspera, Maduro havia ordenado a suspensão das transmissões daquele canal no país por emitir uma "programação de guerra contra a Venezuela".

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