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Vereador detido no Rio de Janeiro suspeito de matar menino de quatro anos

Vereador detido no Rio de Janeiro suspeito de matar menino de quatro anos

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deteve, esta quinta-feira, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior e a namorada, Monique Medeiros, por suposta participação na morte de um menino de quatro anos, num caso que chocou o Brasil.

O casal foi detido numa casa em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, depois de a Justiça decretar a prisão temporária por 30 dias na sequência de uma investigação sobre a morte do menino, que era filho de Monique Medeiros.

Após a detenção, os investigadores revelaram que Henry Borel Medeiros pode ter morrido após ser agredido pelo vereador, uma vez que, segundo as investigações, Jairo Júnior teria praticado pelo menos uma sessão de tortura contra o enteado semanas antes da sua morte.

A polícia brasileira também afirmou que o casal tentou interferir nas investigações, intimidou testemunhas e combinou versões sobre os acontecimentos da noite em que a criança morreu.

O caso ocorreu em 8 de março, quando o menino chegou morto a um hospital da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, com vários hematomas espalhados pelo corpo.

Em seguida, a mãe e o padrasto relataram que encontraram o menino inconsciente no seu quarto após ouvir um barulho e que tentaram socorrê-lo.

No entanto, um exame de medicina legal divulgado pelos meios de comunicação locais concluiu que as causas da morte foram "hemorragia interna" e "laceração hepática" produzidas por uma "ação forçada" (violenta), o que levantou suspeita sobre a versão contada pelo casal.

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Duarante as investigações, a polícia do Rio de Janeiro ouviu quase 20 testemunhas, entre parentes, vizinhos, trabalhadores, familiares e ex-namoradas do vereador, que relataram ter sofrido agressões praticadas pelo médico.

A morte de Henry Borel Medeiros gerou forte comoção no Brasil e, após a detenção, o casal foi recebido com gritos de "assassinos" na porta de uma delegacia, onde várias pessoas aguardavam a sua chegada.

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