Terrorismo

Vídeo da Al-Qaeda leva Governo francês a pedir mais vigilância

Vídeo da Al-Qaeda leva Governo francês a pedir mais vigilância

O ministro do Interior francês endereçou uma carta aos autarcas do país a pedir maior vigilância durante o verão face a potenciais ameaças terroristas, após a recente divulgação de um vídeo pela Al-Qaeda.

O grupo terrorista Al-Qaeda divulgou um vídeo no passado dia 15 de julho com o objetivo de "condenar a blasfémia encarnada nas caricaturas de [o profeta] Maomé" e no qual França é "vilipendiada", escreveu o ministro Gérald Darmanin na missiva, com data de 21 de julho (passada quarta-feira), e divulgada esta sexta-feira pela agência France-Presse (AFP).

O Presidente francês, Emmanuel Macron, e o próprio ministro do Interior são "explicitamente visados e citados" na mensagem do grupo terrorista, segundo a AFP.

Na missiva, Gérald Darmanin indicou ainda que o vídeo divulgado pelo grupo terrorista "apela a uma ação" contra os interesses franceses.

Nesse sentido, o ministro pediu a todos os responsáveis regionais e locais franceses que mantenham "num alto nível" as medidas de vigilância durante o período do verão, nomeadamente no corrente mês e em agosto, particularmente no contexto do "reinício parcial das atividades económicas e culturais".

"Deve ser exercida uma especial vigilância em relação a estes anátemas" que "estimulam a ameaça endógena", frisou Gérald Darmanin.

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O ministro do Interior acrescentou que esta missiva é uma antecipação de futuras instruções de segurança interna que serão enviadas aos autarcas antes do início do julgamento em Paris, previsto para setembro, dos atentados terroristas de 13 de novembro de 2015, que foram reivindicados pelo grupo jihadista Estado Islâmico.

Os ataques terroristas de 13 de novembro de 2015, que mataram 130 pessoas em Paris, incluindo na sala de espetáculos Bataclan, foram então classificados como os piores ataques em solo francês desde a II Guerra Mundial.

Desde então, o país tem sofrido outros ataques com alegadas motivações islamistas. Por exemplo, em outubro do ano passado, um professor francês, Samuel Paty, foi degolado por um jovem extremista por ter mostrado caricaturas de Maomé aos alunos numa aula sobre liberdade de expressão.

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