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Vídeo mostra ataque contra polícia em Paris

Vídeo mostra ataque contra polícia em Paris

Um vídeo divulgado esta quarta-feira mostra o momento em que um homem atacou, com um martelo, um agente da polícia em patrulha em frente à Catedral de Notre Dame.

O homem foi colocado em detenção hospitalar, informaram os média franceses. Segundo a lei, a detenção pode ser prolongada por 96 horas até que o suspeito seja apresentado a um juiz de instrução, com vista a uma eventual acusação.

O porta-voz do Governo francês, Christophe Castaner, disse já que, segundo os primeiros elementos da investigação, o homem atuou sozinho e não tinha dado sinais de radicalização.

Identificado como Farid Ikken, o suspeito é um argelino nascido em janeiro de 1977 que chegou a França em março de 2014 e é casado com uma mulher de nacionalidade sueca.

Com residência em Cergy-Pontoise, no noroeste de Paris, o homem não estava sinalizado pelos serviços policiais e não tem cadastro criminal, segundo a cadeia "LCI".

Segundo as autoridades, o atacante é um estudante de doutoramento em ciências da informação e "não tinha dado sinais de radicalização", segundo Castaner.

A polícia francesa encontrou na noite de terça-feira na sua casa um vídeo em que proclamava a sua pertença ao grupo terrorista Estado Islâmico (EI) e reivindicava as suas futuras ações.

Segundo uma fonte próxima da investigação, o homem disse ser "um soldado do califado", termo usado para designar o califado autoproclamado em junho de 2014 pelo Estado Islâmico.

O homem, que estava também munido de duas facas de cozinha, gritou "isto é pela Síria!" quando atacou um polícia com um martelo, disse o ministro do Interior francês, Gérard Collomb.

A França participa na coligação internacional que opera na Síria e no Iraque para erradicar o Estado Islâmico.

Desde 2015, a França foi alvo de uma série de atentados, que já fizeram 239 mortos, tendo os mais recentes ataques visado as forças de segurança.

O polícia agredido, de 22 anos, ficou ferido sem gravidade e foi hospitalizado.

A procuradoria antiterrorista abriu um inquérito para investigar o caso.

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