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Violador que pede desculpa espalha terror em Paris

Violador que pede desculpa espalha terror em Paris

Paris vive em sobressalto desde o Natal, por causa de "um predador extremamente perigoso" que viola e apunhala as mulheres, em pleno centro da cidade. Dois mil polícias tentam localizar o homem que depois do ataque pede perdão às vítimas.

"Procura-se predador extremamente perigoso: homem africano, de cerca de 30 anos, 1,70 metros de estatura, cabeça rapada e rosto ovalado e que frequentemente fuma e está em estado de embriaguez". A descrição corresponde a um violador em série que, desde o Natal, tem aterrorizado a cidade de Paris, em França.

Em cinco dias, o homem procurado pela polícia francesa cometeu três crimes, dois dos quais em plena baixa parisiense, e fintou a vigilância dos cerca de dois mil polícias, colocados na rua com a missão de o apanhar.

Chamam-lhe o "novo Guy Georges", em referência ao violador em série que assustou Paris, nos anos 90. Tal como ele, segue as vítimas pelas ruas até casa, rouba-lhes os cartões bancários e depois viola-as.

Ante a resistência das vítimas, o homem não tem dúvidas em usar uma navalha para as ameaçar, avisam as autoridades francesas.

A primeira violação ocorreu na véspera de Natal, quando uma jovem foi apunhalada 20 vezes, no centro da cidade de Paris. O ataque foi de tal forma brutal que o homem achou que deixava a mulher morta.

Milagrosamente, a vítima sobreviveu e encontra-se internada num hospital da cidade.

O segundo crime aconteceu horas depois e a polícia acredita que um outra violação, ocorrida cinco dias depois, no município de Essonne, também na região de Paris, seja também de autoria do mesmo homem.

Segundo contou uma das vítimas ao jornal "Le Parisien", o "novo Guy Georges" pede perdão às suas vítimas depois de as ter violado e apunhalado".

A polícia elaborou um desenho-robot do agressor, a partir do relato das vítimas e das imagens captadas por uma câmara de vigilância de um multibanco.

Os investigadores alertam que homem tem "cicatrizes visíveis na cara". Fala num francês "quase perfeito e não se percebe nenhum sotaque", acrescentam as autoridades, que qualificam o homem de "predador extremamente perigoso".

A polícia lançou, ainda, um apelo à população de Paris no sentido de pedir pistas e ajuda para localizar o suspeito. Os parisienses responderam massivamente, com milhares de chamadas, tweets e mensagens de Facebook, muitos dos quais de pais preocupados que denunciam às autoridades detalhes de possíveis suspeitos, que,até ao momento, revelaram-se falsos.