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Violência no Egito já fez 14 mortos

Violência no Egito já fez 14 mortos

Dezenas de milhares de apoiantes da Irmandade Muçulmana manifestaram-se esta sexta-feira para exigir o regresso do presidente deposto, Mohamed Morsi, num clima de violência que já provocou 14 mortos em todo o Egito, oito deles à margem de manifestações

Após um dia de manifestações de apoiantes e de opositores de Morsi, ao princípio da noite começaram os confrontos junto da Praça Tahrir, no Cairo, deixando dois mortos.

Manifestantes dos dois lados atacavam-se com pedras nas imediações da emblemática praça, onde se concentraram milhares de opositores do presidente deposto pelos militares.

O exército anunciou que a sua intervenção para separar os manifestantes.

O líder supremo da Irmandade Muçulmana, Mohammed Badie, apelou aos seguidores de Morsi para ficarem nas ruas até que o presidente eleito regresse ao poder.

"Já vivemos sob regime militar e não aceitamos isso outra vez", advertiu, em alusão ao período de transição entre o derrube do regime de Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011, e a eleição de Morsi, em junho de 2012.

Durante o discurso de Badie, helicópteros militares sobrevoaram a manifestação.

Confrontos envolvendo manifestantes pró e contra o presidente deposto alastraram a todo o país e fizeram pelo menos oito mortos, um dos quais em Alexandria a segunda cidade do Egito.

No Sinai, em El-Arich, apoiantes de Morsi armados atacaram esta sexta-feira à noite as instalações do governo regional e obrigaram as forças de segurança a deixar o local, segundo um jornalista da France Presse.

Durante o dia, cinco polícias foram mortos por homens armados, pouco depois da morte de um soldado nesta região, que faz fronteira com Gaza e Israel.

A região do Sinai tem vivido uma instabilidade crescente desde o derrube de Mubarak.

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